Cristina Margato

Cristina Margato

Jornalista

Por acreditar que "nós não somos nada, o que procuramos é tudo" (como o poeta Oval H. Hauge), o jornalismo não tem sido, para mim, outra coisa senão uma preciosa ferramenta ao serviço da vontade de entender o mundo, há mais de 25 anos. Foi também a curiosidade que me fez andar de escola em escola. Licenciei-me em Comunicação Social e segui para mestrado em Relações Internacionais-Estudos Europeus (ISCPS), para mestrado em Estudos Culturais Americanos (FLUL) e para pós-graduação em "Culturas e Discursos Emergentes" (FCSH/Nova). A fotografia levou-me ao Ar.Co e é o hobbie de todos os dias. Até chegar ao Expresso, onde sou jornalista desde 2000, trabalhei no Diário Económico, no Diário de Noticias, e na rádio XFM. Em 2010, estreei-me em televisão, com o documentário "As Cordas de Amália" (RTP).

  • Palavra de Autor 9# Djaimilia Pereira de Almeida: “Na desgraça as pessoas são todas iguais”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    “Luanda, Lisboa, Paraíso” pode parecer um romance sobre a imigração angolana para Portugal, e até é, mas a sua essência é outra. Reside na doença como agente transformador, na relação que se estabelece entre cuidadores e doentes. Quem cuida nem sempre manda. O doente é quem muitas vezes dita a regra. “Na relação entre doente e cuidador a distribuição do poder é ambivalente”, diz Djaimilia Pereira de Almeida. No nono episódio de Palavra de Autor, a escritora conversa com Cristina Margato e lê passagens deste seu segundo romance

  • Miguel Sousa Tavares: “A democracia foi capturada pelas redes sociais”

    Política

    Cristina Margato

    O jornalista e comentador político viu a onda muito antes dela chegar já na forma de tsunami. A crítica que dirigiu às redes sociais foi criticada e até ridicularizada, numa época em que o Facebook era pouco mais do que uma quinta familiar, na qual as pessoas quebravam o tédio. Miguel Sousa Tavares nunca teve tanta razão como hoje: as redes sociais anularam o debate político

  • Cresce e aparece!

    Sociedade

    Cristina Margato e Carlos Esteves

    Não são só os jovens que não se interessam pela política. Os políticos também não consideram os jovens uma prioridade. Afinal, são sobretudo os mais velhos que os elegem. Os jovens preferem os ativismos, as causas

  • Palavra de Autor #8 Miguel Sousa Tavares: “Vivemos um momento trágico”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    As críticas do colunista do Expresso, comentador político e jornalista ao Facebook e às redes sociais são antigas e conhecidas. Nunca foram, porém, tão prementes como agora. O Brasil, depois da vitória do Brexit e da eleição de Trump, vem provar a forma como as redes sociais estão a ameaçar os processos democráticos e a anular o debate político. "Daqui a cem anos dirão que a civilização ocidental se suicidou através de um sistema em que a verdade passou a ser deturpada por uma rede que levou as pessoas a preferirem alimentar-se de mentiras e de falsidades instantâneas”, diz Miguel Sousa Tavares neste oitavo episódio de “Palavra de Autor”, onde conversa com Cristina Margato a propósito do seu último livro, “Cebola Crua com Sal e Broa”

  • Dizer não não basta

    Crónicas

    Cristina Margato

    Na terceira crónica para a Vida Extra, sempre às sextas-feiras, a jornalista Cristina Margato olha para o Brasil, através de Winnie, a personagem que Samuel Beckett criou para contracenar com Willie em "Dias Felizes". “ É o sim que nos manterá na luta”, repito. Pois, o SIM. Mas onde pára o sim, nesse grande país que é o Brasil? Será que posso dizer que o homem é a aranha do próprio homem?"

  • “A Rede. Imagina-te prisioneiro nas malhas de uma rede”

    Crónicas

    Cristina Margato

    Na segunda crónica de “Dias felizes”, às sextas-feiras no Vida Extra, a jornalista Cristina Margato volta a assumir o papel de Winnie para escrever uma carta a Willie.“Andámos meio século com medo de um botão que desencadeasse uma guerra nuclear, para agora não temermos outro botão que nos torna tão primários quanto eram os espectadores ou os imperadores dos circos romanos”, escreve desta vez