Cristina Margato

Cristina Margato

Jornalista

Por acreditar que "nós não somos nada, o que procuramos é tudo" (como o poeta Oval H. Hauge), o jornalismo não tem sido, para mim, outra coisa senão uma preciosa ferramenta ao serviço da vontade de entender o mundo, há mais de 25 anos. Foi também a curiosidade que me fez andar de escola em escola. Licenciei-me em Comunicação Social e segui para mestrado em Relações Internacionais-Estudos Europeus (ISCPS), para mestrado em Estudos Culturais Americanos (FLUL) e para pós-graduação em "Culturas e Discursos Emergentes" (FCSH/Nova). A fotografia levou-me ao Ar.Co e é o hobbie de todos os dias. Até chegar ao Expresso, onde sou jornalista desde 2000, trabalhei no Diário Económico, no Diário de Noticias, e na rádio XFM. Em 2010, estreei-me em televisão, com o documentário "As Cordas de Amália" (RTP).

  • Palavra de Autor 16# Dulce Maria Cardoso: “Não é por acaso que escrevo sobre a menstruação”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    Demorou sete anos a voltar. Mas fê-lo em grande. “Eliete”, o último romance de Dulce Maria Cardoso, tornou-se rapidamente um sucesso, tal como o anterior. O “retorno” da escritora acontece com a história de uma mulher, que vive uma vida normal, urbana, nas franjas do Tinder, e das experiências eróticas que a aplicação lhe proporciona. E que começa menina, com vergonha do corpo feminino e dos seus ciclos. O livro é o primeiro de uma possível trilogia (ou de um romance em contínuo), ancorada na realidade portuguesa, no passado e no presente, nos maus poemas de Salazar, a que a escritora rouba frases e títulos. Neste Palavra de Autor, Dulce Maria Cardoso lê passagens de “Eliete” e fala com Cristina Margato, também sobre o que pode ser o segundo volume, a publicar na Tinta da China, ainda em 2019

  • Palavra de Autor #15 Inês Fraga, neta de Maria Judite de Carvalho: “Todos nós somos anti-heróis”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    Aviso prévio: o tom é emocional e emocionado. A voz é a de Inês Fraga, neta de Maria Judite de Carvalho, mulher, escritora, que dando espaço à solidão e a um discurso marcadamente interior “denunciou as frustrações e contidas mágoas da mulher portuguesa entregue aos caprichos masculinos e aos ‘brandos costumes', da hipócrita moral salazarista”, conforme escreveu Urbano Tavares Rodrigues, marido da escritora, cujas obras começaram a ser reunidas em seis volumes, pela Minotauro. Neste Palavra de Autor, Inês Fraga, filha da única filha que os dois escritores tiveram, conversa e lê excertos da obra da avó, desta “escrita da interioridade”, antecipando também a publicação de alguns inéditos

  • Palavra de Autor #14: “Salazar injetava-se com frequência” com um opiáceo “primo” da heroína

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    O Eucodal, medicamento injetável usado por Hitler para ganhar vitalidade, nomeadamente no discurso eufórico em que convenceu Mussolini a manter o apoio à Alemanha, durante a II Guerra Mundial, também foi usado por Salazar. O seu nome aparece registado no diário do ditador português em abril de 1956 e até à publicação de “A Queda de Salazar - O Princípio do Fim da Ditadura” (Tinta da China, 2018) desconhecia-se tal facto. A descoberta foi feita pelos jornalistas José Pedro Castanheira, António Caeiro e Natal Vaz, e é apenas uma das novidades avançadas pela investigação que deu origem ao livro. Neste episódio de Palavra de Autor, podcast sobre livros do jornal Expresso, os três jornalistas leem passagens do livro e conversam com Cristina Margato, revelando a face menos visível do ditador que tanto tempo governou Portugal

  • Palavra de Autor #13 Afonso Cruz: “A felicidade exige desassossego”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    A ideia com que Tolstoi inicia “Anna Karenina” (de que todas as famílias felizes se parecem e as infelizes são infelizes cada uma à sua maneira) tem sido um dos grandes motores da literatura que lhe sucedeu. Afonso Cruz pega nela, disseca-a, multiplica-a e questiona: O que é uma família feliz? No seu último livro, vai da Mealhada à Cochinchina, do desejo de perfeição às muitas variáveis da imperfeição, tentando acercar-se da felicidade “como textura”, para concluir que é possível ser feliz até quando se sofre. Em Palavra de Autor, Afonso Cruz conversa com Cristina Margato e lê passagens de “Princípio de Karenina”

  • Palavra de Autor #12 Sandro William Junqueira: “Não acredito que a felicidade produza grande literatura”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    As palavras também podem ser rebeldes, divertidas, fugitivas. Sandro William Junqueira entendeu-as como personagens vivas e isso proporcionou-lhe várias hipóteses narrativas. “As Palavras que Fugiram do Dicionário” (Caminho, 2018) que escreveu e Richard Câmara ilustrou, é um livro que pode ser partilhado entre adultos e crianças, uma hipótese de viagem pela língua. Em Palavra de Autor, o escritor lê excertos e conversa com Cristina Margato, sobre esse lugar misterioso e extraordinário de onde os livros vêm

  • Palavra de Autor #11 Alexandra Lucas Coelho: “As mulheres que têm opinião incomodam sempre”

    Palavra de Autor

    Cristina Margato

    A destruição da Amazónia, as ilhas de plástico, os matadouros de gado que não é abatido mas sacrificado para chegar à nossa mesa, o eterno medo do feminino desde tempos arcaicos até hoje confluem para um único lugar: Alendabar, território onde o mal e o bem do mundo coexistem, e que Alexandra Lucas Coelho criou no seu novo romance. Mas Alendabar é também um lugar de resistência e de revolta. Em “Palavra de Autor”, Alexandra Lucas Coelho conversa com Cristina Margato e lê excertos de “A Nossa Alegria Chegou”. Também anuncia o próximo romance: “Levante”, sobre a guerra da Síria e a situação no Médio Oriente