Apocalipse de verdade

“Em 1980, James voltou ao apartamento que partilhara com Sorya no Boulevard Monivong. Uma família vivia lá, uma dessas novas famílias cambojanas constituídas por órfãos: um homem e uma mulher com os filhos de outras pessoas, um amigo transformado em tio, uma sobrinha avulsa”.

Esta é uma passagem do romance “O Eco das Cidades Vazias” de Madeleine Thien, que faz um retrato, fantasma a fantasma, memória a memória, da devastação que foi a experiência comunista no Cambodja. O romance parece um cruzamento de “Terra Sangrenta” (filme clássico sobre o terror do khmer vermelho) com “Regresso a Casa”, filme chinês que estuda na mente de Gong Li os efeitos que o terror (revolução cultural) pode ter na memória afectiva.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)