Politicamente correcto vs. direitos humanos

No Expresso de sábado, a entrevista de Ricardo Lourenço a Flemming Rose (editor do Jyllands-Posten, jornal dinamarquês que publicou as caricaturas de Maomé) é reveladora. Em 2005, apenas um terço dos dinamarqueses apoiou a decisão do jornal. Agora dois terços apoiam a decisão. O dado revela a destruição da bolha politicamente correcta que cercava estas sociedades europeias marcadas por cidades com forte presença muçulmana; é um dos dados que explica o processo da destruição da esquerda em curso. O que mudou entre 2005 e a actualidade? “Tornou-se claro que os cartoons não são uma provocação nem tentativa de fazer pouco dos muçulmanos. Percebeu-se que também há problemas reais e que temos de enfrentá-los”. Ou seja, antes era proibido mencionar qualquer problema relacionado com a comunidade muçulmana, que vivia à parte enquanto reserva cultural que não podia ser criticada mesmo quando rasgava os direitos humanos mais básicos.

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