O Brexit e o esgrouviado

Quando num referendo, movido pelo populismo e pela demagogia (e a ideia de que seria vencedora a opção europeia), os britânicos decidiram abandonar a União houve desde logo a ideia de que o futuro não seria simples. David Cameron, então primeiro-ministro, abandonou o lugar para Theresa May e um dos grandes opositores da Europa, Boris Johnson chegou aos Negócios Estrangeiros. Este Boris, que se usasse o primeiro nome era um vulgar Alexander, nascido em Nova Iorque, mas de nacionalidade britânica (só em 2016 renunciou à dupla nacionalidade, pois era também norte-americano), é a meu ver a personalização do Brexit. Vejamos porquê

Olhem a sua cara. É um conservador (sempre o foi, desde que começou como jornalista no ‘The Times’ e depois no ‘The Daily Telegraph’) que pretende ter um aspeto de modernidade. Apesar de ser ferozmente contra a Europa, nas colunas que escreveu no ‘Telegraph’ e depois no ‘The Spectator’, defendeu muitas causas que arrepiaram os Tories, como casamento gay ou o uso da marijuana. À sua posição conservadora ele gostava de juntar a palavra ‘libertário’ embora acrescentasse que essa vertente era apenas um q.b. uma pitada.

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