Cultura

Souto de Moura: “Faço sempre a mesma casa, porque faço como se fosse para mim”

Rui Duarte Silva

Ao Prémio Pritzker juntou recentemente o Leão de Ouro de Veneza. Mas a sua vida vai muito para lá da arquitetura. Céline, Picasso, 
Pessoa, Miles Davis, “Casablanca”, Lucian Freud, Santo Agostinho, 
Glenn Gould, Mark Twain e Herberto Helder são os alicerces de um longo diálogo com Eduardo Souto de Moura em que também entram Siza Vieira, Fernando Távora e, 
claro, Cristiano Ronaldo

E
ra uma conversa aprazada há algum tempo e que o tempo se encarregara de justificar. Primeiro com o convite para conceber um memorial de homenagem aos mortos dos incêndios do verão de 2017. Depois, pela atribuição do Leão de Ouro da Bienal de Arquitetura de Veneza. Por fim aconteceu e começou assim: "Quer fazer-me mais uma entrevista? Já não tenho nada de novo para lhe dizer. Eu digo sempre o mesmo”. Acabámos a falar de Miles Davis e Glenn Gould após um arranque à volta da literatura e do choque entre ética e estética em Céline, da arte da mentira em Derrida e Santo Agostinho, e das referências chamadas Pessoa e Herberto Helder. Pelo meio aparecem Lucian Freud ou a genialidade de Picasso e Siza, porque se a arquitetura é a vida, esta é a vida toda de Souto de Moura.

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