Diário

Altice. A crise de um império construído em cima de 50 mil milhões de dívida

Drahi e Armando Pereira. Agora têm menos razões para sorrir

Rui Duarte Silva

O império Altice (SFR e PT/MEO e muitas outras empresas) foi construído a crédito. Seduziu meio mundo, mas agora está em queda abrupta na Bolsa devido ao peso da dívida de 50 mil milhões de euros

Naquela altura, o Sol brilhava para os negócios da Altice e parecia correr tudo muito bem. Em março de 2015, durante uma visita oficial a Paris, o então Presidente da República Cavaco Silva convidou Armando Pereira, antigo emigrante e atual chefe do departamento de telecomunicações da Altice, para um pequeno almoço no chiquíssimo Hotel George V, nos Campos Elíseos, em Paris.

Com ele estavam mais 22 grandes empresários franceses ou de origem portuguesa, mas Armando Pereira era um dos mais importantes. Sócio do patrão da Altice, Patrick Drahi, Armando Pereira já era nessa época o patrão da portuguesa PT e foi especialmente acarinhado pela comitiva portuguesa.

O antigo emigrante é um homem discreto, de ar simples e contacto fácil. Os jornalistas portugueses que acompanhavam a visita presidencial não o conheciam e, por esse motivo, o Expresso falou com ele a sós muito facilmente no Grande Hotel.

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