Diário

“A arte contemporânea é um longínquo país afastado das pessoas”

Pedro Cabrita Reis inaugura esta sexta-feira à noite na cooperativa Árvore, no Porto, uma exposição de trabalhos em pequeno formato na sua maioria inéditos

Rui Duarte Silva

Não é normal, mas aconteceu falar-se primeiro de palavras e da arte das palavras, antes mesmo de se falar de arte, e o que se esperava ser uma conversa de uns quinze minutos sobre a nova exposição na cooperativa Árvore, onde se apresenta por uma questão ética e de cidadania, acabou por se transformar numa longa e curiosa entrevista

Chegou todo janota. Não é uma atitude. Será antes um estado de espírito. O prazer da vida materializa-se, também, naquela sedução contida na estética do vestir. Com chapéu em fundo. Pedro Cabrita Reis gosta de falar, e de escrever, e de sentir a arte de todas as maneiras. Como se vê nesta conversa sem rede e sem guião. Ao sabor do tempo. Ao sabor das palavras, porque foi de palavras que começou por se falar. Inesperadamente.

Há um motivo para andar há anos a compilar as suas conversas, as suas entrevistas, as suas palavras?
Sim. São Palavras de Cabrita Reis. Palavras. Só isso.

Gosta muito de falar?
Provavelmente demais. Não gosto muito de falar para as paredes, embora toda a vida tenha acontecido isso. Gosto de falar. Tenho esta arrogância da oratória perante os outros. Já é tarde demais para me corrigir.

Para continuar a ler o artigo, clique AQUI
(acesso gratuito: basta usar o código que está na capa da revista E do Expresso. pode usar a app do Expresso - iOS e android - para fotografar o código e o acesso será logo concedido)