Diário

“Muitas pessoas não dormem por problemas de lana caprina”

António Pedro Ferreira

Na véspera do início do Lisbon Sleep Summit, que decorre até dia 19, a diretora do CENC - Centro de Medicina do Sono, uma das responsáveis pela iniciativa, fala com o Expresso sobre a importância que dormir tem nas nossas vidas. E deixa um alerta: dormir pouco reduz a esperança de vida

Nelson Marques

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Jornalista

António Pedro Ferreira

António Pedro Ferreira

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Fotojornalista

Em Portugal, dorme-se pouco e dorme-se mal. Múltiplos estudos mostram que a média nos adultos anda abaixo das 7 a 9 horas recomendadas e, segundo um inquérito recente da Deco, ter noites bem dormidas é algo de que só quatro em cada 10 portugueses se pode gabar. É um panorama "assustador", garante a neurologista Teresa Paiva, 72 anos, a maior especialista nacional em sono e uma das organizadoras do Lisbon Sleep Summit, que decorre entre esta quarta-feira e sábado. Se queremos um bom exemplo do que a privação de sono pode fazer a uma pessoa, só temos de olhar para Trump, diz-nos.

Porque é que dormir é importante?
Em primeiro lugar, dormimos fundamentalmente para sobreviver. Depois, durante o sono há um reequilíbrio das nossas funções metabólicas, do nosso crescimento, do nosso equilíbrio autoimune, dos nossos tecidos, de todas as outras funções, incluindo as funções cognitivas e emocionais. Portanto, se não dormirmos, o nosso cérebro funciona pior, as emoções ficam mais desreguladas e corpo fica em piores condições.

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