Diário

“Estamos a ficar com uma cidade feia a nível de comércio”: uma vaga de despejos imparável

Quarteirão da pastelaria Suíça foi vendido por 62 milhões de euros a espanhóis. O futuro é incerto

Nuno Botelho

Ouvidos esta manhã no Parlamento, os patrões do comércio, restauração e serviços antecipam uma nova vaga de despejos em lojas históricas - só em Lisboa, há pelo menos 60 casos em avaliação. Além da suspensão temporária dos despejos e indemnizações por cada contrato de arrendamento rescindido, o sector reclama planeamento do urbanismo comercial

São “dados inquietantes” aqueles que continuam a chegar ao conhecimento das associações que representam as lojas de comércio, restauração e serviços. Com os preços das rendas a aumentar e as rescisões de contratos de arrendamento a chegarem às caixas de correio, antecipa-se uma nova vaga de despejos em Lisboa e no Porto. O problema é económico, social mas também urbanístico, porque “estamos a ficar com uma cidade feia a nível de comércio”, lamenta o sector.

As mensagens alarmantes sobre a situação do arrendamento comercial foram lançadas esta terça-feira na Assembleia da República por cinco confederações e associações patronais, onde está a ser revisto o regime de arrendamento urbano. O problema não é novo mas, tirando soluções pontuais que pretenderam pôr algumas lojas históricas a salvo do apetite do investimento estrangeiro, ele persiste e há novas casas emblemáticas ameaçadas de fecho. É o caso da pastelaria Suíça, cujo quarteirão foi comprado pela empresa espanhola MABEL CAPITAL, ou da Casa da Sibéria, cujo prédio foi comprado por um fundo de investimento francês que se terá recusado a renegociar o preço da renda.

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