Diário

“Há uma invasão de uma esquadra e quatro agentes vão-se embora?”, questiona juiz do caso Cova da Moura

lusa

Na terceira sessão do julgamento que opõe seis moradores do bairro Cova da Moura a 17 agentes da PSP, acusados pelo Ministério Público de violência e racismo, os arguidos mantêm a versão de que o que fizeram foi apenas para se proteger de uma alegada “invasão”

O cenário é a esquadra de Alfragide, no dia 5 de fevereiro de 2015, onde ao início da tarde se encontra detido um jovem da Cova da Moura, após uma operação policial no bairro, poucas horas antes. Três agentes da PSP, que não haviam participado na patrulha, chegam para os seus turnos e, à porta da esquadra, são informados que um dos colegas precisa de ser acompanhado ao hospital.

Desce a cortina, muda o cenário: Tribunal da Comarca de Lisboa-Oeste, em Sintra, manhã de 12 de junho de 2018. Marco Monteiro, um dos três agentes que estavam à porta naquele momento, diz perante o coletivo de juízes que o que se seguiu foi uma “invasão” à esquadra por um grupo de “15 a 20 indivíduos”, com o objetivo de ir resgatar o jovem detido.

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