Diário

Iniciativa Pró-Montado quer impedir que o Alentejo se transforme num deserto

Foto António Pedro Ferreira

Grupo de produtores, investigadores, ambientalistas e autarcas apela a mais apoio do Estado e da indústria para defender o montado de sobro e azinho face às alterações climáticas. Chamam a atenção para “o fogo que arde sem se ver” no Alentejo e que já levou à morte de milhares de sobreiros e pedem mais dinheiro para reforçar “o muro de árvores” que impede o deserto de avançar no Sul do país

Carla Tomás

Carla Tomás

Jornalista

O declínio do montado de sobro e azinho não é de agora, mas os efeitos das mudanças no clima, com secas mais prolongadas, menor pluviosidade e mais ondas de calor, acentuaram a redução da densidade destes povoamentos e a morte de milhares de árvores. A seca que atingiu o Alentejo nos últimos três anos tornou o assunto mais urgente.

Apreensivo com os cenários projetados em consequência das alterações climáticas, um grupo de produtores, ambientalistas, autarcas e investigadores juntou-se e avançou com a Iniciativa Pró-Montado Alentejo, tornada pública esta quinta-feira. O objetivo é tentar impedir que o Alentejo se transforme num deserto até final do século XXI, como vaticinado pelos cientistas.

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