Diário

“Nacionalismos pós-Segunda Guerra? Balcãs”

Corpos por identificar numa morgue Bósnia em Tuzla, em março de 1997. São todos de vítimas do massacre de Srebrenica

Foto Getty Images

O maior massacre desde a Segunda Guerra Mundial aconteceu há 23 anos. Foi em Srebrenica, uma cidade muito disputada durante a Guerra da Bósnia. Morreram mais de oito mil homens e rapazes bósnios muçulmanos. Eis o relato na primeira pessoa de um bósnio, então adolescente

Senad Hasanagic era um adolescente a viver em Saravejo, capital da Bósnia-Herzegovina, na altura do massacre de Srebrenica, que esta quarta-feira faz 23 anos. Massacre? Em conversa com o Expresso, Hasanagic corrige: genocídio. O debate tem tantos anos quanto o acontecimento em si. Os bósnios não hesitam em qualificá-lo como genocídio, enquanto os sérvios recusam-se a aceitar esse termo. Em 2007, o Tribunal Internacional de Justiça deliberou que os atos “foram cometidos com a intenção específica de destruir em parte o grupo de muçulmanos da Bósnia” e que, por isso, “foram atos de genocídio”.

No entanto, a professora da Universidade da Beira Interior (UBI) Liliana Reis considera que “esse debate já não faz muito sentido”. Com a condenação a prisão perpétua do antigo general Ratko Mladic, em 2017, pelo Tribunal Penal Internacional para a ex-Jugoslávia (TPIJ), por crimes de guerra e crimes contra a Humanidade, “devemos considerar que a justiça tardou mas efetivamente foi feita”, defende a académica, que também é investigadora do Instituto Português de Relações Internacionais (IPRI). Num dado não há grande margem para dúvidas: o massacre foi o maior na Europa desde a Segunda Guerra Mundial.


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