Diário

Miguel Morgado: “É preciso romper o consenso entre PS e PSD em questões europeias”

Ana Brígida

Miguel Morgado, deputado do PSD, diz em entrevista ao Expresso que a defesa do projeto europeu exige que se acabe com o “consenso tecnocrático” que tem afogado o discurso dos partidos moderados e europeístas. Assumir o europeísmo de esquerda e o soberanismo de direita é a forma de travar o passo aos extremismos que querem destruir a UE

Filipe Santos Costa

Filipe Santos Costa

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Jornalista da secção Política

Miguel Morgado foi, durante os quatro anos do governo de coligação, assessor político de Pedro Passos Coelho em São Bento. É deputado, e desde o início do mandato de Rui Rio tem sido muito crítico da estratégia do líder social-democrata. Em entrevista ao Expresso, a publicar na edição de amanhã, propõe um novo rumo para o partido e revela o papel que irá assumir para trabalhar nessa estratégia diferente. Considera “de ficção” a hipótese de Passos Coelho poder suceder a Rio mas, sobre si próprio, não põe de parte a possibilidade de se vir a candidatar à liderança.

As eleições europeias serão o próximo teste eleitoral do PSD e, também nessa frente, Morgado propõe a rutura com o status quo. Em sua opinião, a defesa do projeto europeu exige que os partidos mainstream, que querem salvar a UE, assumam críticas a essa construção. Sob pena do discurso europeísta ficar afogado num “consenso tecnocrático indiferenciado”, deixando campo aberto ao populismo da extrema-esquerda e da extrema-direita.

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