Diário

Governo com o défice na lapela e o Orçamento no bolso

lusa

O Governo apresentou esta terça-feira as linhas gerais do OE2019 e cantou vitória. Esquerda mantém tabu, mas não esconde satisfação com aumentos na Função Pública e pensões. Direita em dessintonia

No dia em que Mário Centeno apresentou as linhas gerais do Orçamento do Estado para 2019 aos vários partidos com assento parlamentar, ficou (ainda mais) claro que a aprovação do próximo articulado é, por estes dias, o segredo mais mal guardado da política portuguesa. Depois de muita dramatização (quem se lembra dos professores?), e apesar do tabu (ninguém assume abertamente o ‘sim’ definitivo), o último Orçamento da ‘geringonça’ está mais do que bem encaminhado - está pronto a ser servido como cocktail à oposição.

Foi isso que fez Pedro Nuno Santos, secretário de Estado dos Assuntos parlamentares, no final das reuniões desta manhã. Aos jornalistas, e sem esperar por qualquer pergunta nesse sentido, o socialista provocou a oposição: “O PSD e o CDS estão muito preocupados com as contas públicas, mas está para aparecer o primeiro Governo PSD/CDS que consiga melhores resultados do que nós em matéria de défice orçamental e dívida pública”. É um sinal dos tempos: o sapo que a esquerda nunca engoliu (ainda hoje Heloísa Apolónia, do PEV, voltou a falar em “obsessão pelo défice”), é o trunfo que o PS vai usar para se impor à direita.

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