Economia

Brinquedos didáticos obrigam Ambar a mudar-se para Barcelos

Empresa histórica instalada no Porto muda-se para Barcelos para lançar Ambarscience, projeto de brinquedos didáticos onde está a investir €500 mil

A Ambar está a virar-se para o negócio dos brinquedos científicos e didáticos, estratégia que obriga a empresa histórica do Porto a mudar a fábrica para Barcelos, de onde são originários os empresários que em 2014 recuperaram da falência a empresa de material de papelaria.

"A nova fábrica surge num contexto de mudança que está no plano de médio e longo prazo, e mais na ótica das necessidades que temos em termos de produção porque onde estamos no Porto não nos conseguimos expandir por falta de espaço à volta", justifica Fátima Pinho, administradora financeira do Grupo Valérius, que detém a Ambar.

A nova fábrica, cuja construção arranca em 2018 - sendo que a mudança definitiva será em 2019 -, vem suprir a necessidade de novas linhas para produzir a Ambarscience, gama de brinquedos didáticos lançada esta sexta-feira ao início da tarde, no Terminal de Cruzeiros do Porto de Leixões.

De acordo com Fátima Pinho, os kits vocacionados para a ciência, matématica e robótica implicou um investimento de €500 mil em desenvolvimento e dentro de dois a três anos deverão representar 20% do negócio da Ambar. Neste momento, a faturação divide-se entre o material de escritório (35%), o material para a escola, mochilas e estojos (25%) e material de uso no lar, como agendas, papel de fantasia, sacos para prendas e livros de receitas (10%).

Para já, a nova gama Ambarscience vai estar disponível nos pontos de venda da Ambar, nomeadamente papelarias e grande distribuição, e a ideia é alargá-la também à rede que a empresa do Porto tem a nível internacional. A Europa será o primeiro continente a explorar devido à proximidade, mas a estratégia inclui também os países africanos de língua oficial portuguesa, a América e o Médio Oriente, onde a empresa já tem uma representação com material de papelaria.

A Ambarscience implicou a contratação de três funcionários a tempo inteiro, aos quais se juntam mais 25 pessoas em regime de freelancers, tendo em conta que o desenvolvimento dos produtos é feito com a Faculdade de Ciências da Universidade do Porto. "Depois da produção e da revisão técnica, ainda há a revisão linguística", justifica Fátima Pinho, acrescentando que o total são 30 pessoas alocadas ao novo projeto. Neste momento, a Ambar conta com 110 funcionários - em 2014 eram 78.Em 2013, a faturação foi de cerca de €2 milhões e com a nova gama e o crescimento internacional a Ambar espera chegar aos €15 milhões em 2019.