Economia

Prémio de risco português continua a encurtar distância com Espanha

Desde final de setembro, a diferença entre os prémios de risco das dívidas portuguesa e espanhola reduziu-se em 15 pontos base (0,15 pontos percentuais). Em relação ao final do ano passado, a redução foi de quase 1,5 pontos percentuais

Jorge Nascimento Rodrigues

A distância entre os prémios de risco das dívidas portuguesa e espanhola encurtou-se de 90 pontos base no final de setembro, antes do impacto do referendo catalão de 1 de outubro, para 75 pontos base no encerramento do mercado da dívida esta terça-feira.

Esta redução tem sido contínua ao longo de 2017. Medido desde o final do ano passado, o diferencial reduziu-se em 1,45 pontos percentuais (145 pontos base).

O prémio de risco da dívida revela o diferencial entre o custo de financiamento da dívida de um membro do euro em relação à dívida alemã que serve de referência, no prazo a 10 anos. Um diferencial de 100 pontos base equivale a um prémio de 1 ponto percentual que o investidor exige para adquirir dívida de longo prazo de outros países membros da moeda única.

No final de setembro, o prémio de risco da dívida espanhola era de 103 pontos base e o relativo à dívida portuguesa havia descido para 193 pontos base. No fecho desta terça-feira, os prémios eram respetivamente de 119 e 194 pontos base. Em relação à data anterior ao referendo catalão, o prémio subiu 16 pontos base para Espanha e 1 ponto base para Portugal.

Em relação ao final de 2016, o prémio desceu para a dívida portuguesa de 339 a 30 de dezembro para 194 pontos base esta terça-feira e manteve-se inalterado em 119 pontos base para Espanha.

No caso português, a trajetória tem sido descendente desde final do ano passado, enquanto para Espanha o prémio desceu até final de setembro e entrou em trajetória ascendente em outubro, devido à crise catalã.