Economia

Fábricas da Sonae Arauco continuam encerradas

Sonae ainda não tem estimativa para a reabertura das fábricas de Mangualde e Oliveira do Hospital, atingidas pelos incêndios da madrugada de segunda-feira

As fábricas da Sonae Arauco em Oliveira do Hospital (Coimbra) e Mangualde (Viseu) continuam encerradas depois de terem sido atingidas, na madrugada de segunda-feira, pelos incêndios que afetaram a zona centro do país.

A Sonae Indústria, que detém 50% da Sonae Arauco, não avança qualquer estimativa para a reabertura das duas unidades onde trabalham 400 pessoas, mas o Expresso apurou que o encerramento vai prolongar-se.

"Os danos estarão confinados as parques de madeira e zonas limítrofes", mas "uma concreta avaliação da situação e extensão dos danos será efetuada logo que seja possível o acesso sem restrições à totalidade das instalações", informava a Sonae Indústria, segunda-feira, em comunicado enviado à CMVM - Comissão do Mercado de Valores Mobiliários.

Dois dias depois, continuam os trabalhos de levantamento no terreno. A estrutura das duas fábricas não foi afetada, mas a matéria-prima armazenada ardeu. As operações industriais foram interrompidas por tempo indeterminado e toda a cadeia de fornecimento e resposta às encomendas foi afetada.

As duas fábricas integram o universo da Sonae Arauco, empresa que resulta de uma parceria estratégica entre a Sonae Indústria e os chilenos da Arauco para as operações de painéis derivados de madeira e atividades relacionadas na Europa e África do Sul.

Neste período de interrupção da atividade em Mangualde e em Oliveira do Hospital, a empresa deverá assegurar as necessidades dos clientes através de outras fábricas da Sonae Arauco, designadamente em Espanha ou na Alemanha.

Relativamente aos postos de trabalho, a empresa garante que não estão em causa.

O comunicado de segunda-feira referia que "em termos económicos, o impacto ainda não é conhecido, mas a sociedade proprietária daquelas fábricas tem um seguro de perdas patrimoniais e de lucros cessantes",