Economia

TAP começa a saldar dívida de €600 milhões em novembro de 2018

David Neeleman. Empresário assumiu o controlo da TAP na privatização promovida por Passos Coelho. O governo de António Costa reviu depois os termos do negócio

Com privatização da companhia portuguesa foram injetados €338 milhões e assumida a dívida de €600 milhões. Atualmente, a TAP está a pagar juros, mas em novembro de 2018 iniciará a amortização da dívida com 10 milhões de euros mensais

David Neeleman, empresário que integra o consórcio Atlantic Gateway, informou esta quinta-feira que a dívida de €600 milhões da TAP começará a ser abatida em novembro de 2018, com o pagamento de €10 milhões mensais.

Num pequeno-almoço/debate organizado pela Câmara de Comércio Luso-Britânico, em Lisboa, o empresário recordou que, aquando da privatização da companhia portuguesa há dois anos, foram injetados €338 milhões e assumida a dívida de €600 milhões, “principalmente a bancos portugueses”. Atualmente, a companhia está a pagar juros, mas em novembro de 2018 iniciará a amortização da dívida com 10 milhões de euros mensais.

“Estamos melhor, mas temos que ficar bem melhor até novembro que vem [2018]”, comentou o empresário, admitindo depois, aos jornalistas que a empresa poderá dar lucro em breve.

Questionado sobre a perspetiva de registo de lucros no final do ano, Neeleman respondeu afirmativamente. O empresário sublinhou, porém, a dificuldade de aumentar a receita da TAP quando o aeroporto de Lisboa só disponibiliza uma pista e não acompanha o crescimento de 25% da empresa. “Também temos de baixar custos e ser mais eficientes. Há um plano e vamos fazer”, o pagamento da dívida de €600 milhões, acrescentou.

Sobre a permanência de Fernando Pinto na companhia, Neeleman respondeu que, a querer, aquele responsável manter-se. “Há sempre um lugar na TAP”. Instado a esclarecer se essa continuidade será na presidência executiva, o empresário notou que essa é uma decisão dos acionistas, repetindo que “vai ter sempre lugar na TAP”.

David Neeleman faz parte do consórcio Atlantic Gateway que, por sua vez, com Humberto Pedrosa, detém 45% da TAP.