Economia

Mais um dia na Bolsa para juntar a uma semana de má memória

Drew Angerer/GETTY

Praças europeias tentam combater onda de perdas, depois de algum alívio a meio da semana. Mas última sessão bolsista parece estar marcada pelo vermelho, encerrando uma semana de má memória para os investidores

A semana nos mercados de capitais mundiais, marcada nos primeiros dias por um vermelho que, progressivamente foi recuperando as perdas e, em várias ocasiões, se transformou num verde de alívio, parece entrar na reta final com menor alento. Depois de, a bolsa americana ter encerrado a cair mais de 4%, os mercados europeus acordaram esta sexta-feira desanimados.

A bolsa portuguesa abriu a cair acima de 1%, mas na primeira hora da manhã foi recuperando. Contudo, às 10 horas, já estava a cair 1,12%. Às 9h30, perdia cerca de 0,84%, com a Ibersol e os CTT a romparem com a 'maré' vermelha - ganhando, respetivamente, 0,84% (com cada ação a valer 12,0 euros) e 0,54% (para 3,34 euros).

A Pharol é a cotada que mais perde (-3,82%, para 21 cêntimos cada ação). Já ontem havia sido a cotada mais penalizada da sessão, perdendo 4,91%. Este desempenho em bolsa acontece depois de ser conhecido que a Pharol eve mais uma derrota judicial na sua intenção de substituir a gestão da brasileira Oi (principal acionista). Os tribunais brasileiros suspenderam as deliberações tomadas na assembleia geral extraordinária convocada pela Pharol.

No resto da Europa, as principais bolsas estão a negociar em terreno misto, procurando resistir ao desânimo provocado pelo encerramento em baixa de Wall Street esta quinta-feira. Perto das 9 horas, EuroStoxx 50, índice que representa as principais empresas da zona euro, estava em baixa, a cair 0,09%. As bolsas de Londres, Paris e Madrid estavam a descer 0,35%, 0,16% e 0,12%, respetivamente. Frankfurt e Milão recuavam 0,16% e 0,12%.

Espera-se, agora, para ver abertura dos mercados nos Estados Unidos, que esta quinta-feira terminaram em baixa, com o Dow Jones a cair 4,15%, depois de ter subido em 26 de janeiro até ao atual máximo desde que foi criado em 1896. O mesmo aconteceu com o Nasdaq, que recuou 3,90%, depois de ter subido também em 26 de janeiro até ao atual máximo de sempre.

Na Ásia, as principais praças já encerraram o último dia de negociações da semana e também não conseguiram contrariar a onda de perdas. A bolsa de Tóquio, a mais importante a Oriente, fechou a cair 2,32%, enquanto, na China, a praça de Xangai, perdeu 4,05%. Shenzhen, a segunda praça financeira do país, recuou 3,58%.