Economia

PSI-20 encerra nova semana de perdas

FOTO Andrew Kelly /REUTERS

Imitando as principais bolsas europeias, a praça lisboeta encerrou a sessão de sexta-feira com fortes perdas, pela segunda semana consecutiva. Nos Estados Unidos, o desânimo prevalece

O índice bolsista português de referência, o PSI-20, terminou mais uma sessão no vermelho. Esta sexta-feira desvalorizou 1,55%, fixando-se nos 5.294,90 pontos. Não conseguiu contrariar a onda de desvalorizações que afetou as praças financeiras um pouco por todo o mundo, culminando assim uma semana de perdas acumuladas que chegam aos 4% - um valor próximo da desvalorização sofrida pelo PSI-20 já na semana passada. Ainda que, na última quarta-feira, e acompanhando também as congéneres mundiais, a bolsa nacional tenha dado mostras de querer aliviar as perdas registadas nas primeiras sessões desta sessão (nomeadamente da "segunda-feira negra"), o PSI-20 acabou por sucumbir à pressão internacional que, esta quinta e sexta-feiras, levaram a perdas avultadas para os investidores.

No PSI-20, das 18 cotadas, 15 encerraram no vermelho esta sexta-feira. Entre as perdas, destacam-se as ações da Pharol, que perderam 4,72% esta sexta-feira, ficando a valer 21,2 cêntimos. Este desempenho acontece no dia seguinte depois de ser conhecido que a Pharol teve mais uma derrota judicial na sua intenção de substituir a gestão da brasileira Oi (principal acionista). Os tribunais brasileiros suspenderam as deliberações tomadas na assembleia geral extraordinária convocada pela Pharol.

A Mota-Engil, cujos 'papéis' caíram 3,28%, para 3,54 euros, seguiu-se no ranking das mais 'perdedoras' desta sessão. Na banca, o BCP afundou 3,35%, para 28,8 cêntimos. Destaque ainda para a Galp Energia, que perdeu 1,67% (para 14,45 euros), num dia em que cada barril de Brent foi transacionado, em Londres, por 63,30 dólares, o preço mais baixo de 2018.

A destoar deste cenário marcado a vermelho, ainda que sem desempenhos extraordinários, ficaram a Jerónimo Martins (que valorizou 0,56%, para 17,02 euros cada ação) e os CTT (que ganharam 0,42%, para 3,33 cêntimos. A Ibersol permaneceu inalterada.

Perdas generalizadas em todo o mundo

Na Europa, esta sexta-feira, as principais praças também fecharam no vermelho. Em Frankfurt, perdeu 1,25%, Londres 1,09%, enquanto Paris caiu 1,41% e Madrid 1,20%, fechando assim uma semana difícil, depois de também as bolsas asiáticas terem registado fortes perdas. A bolsa de Tóquio, a mais importante a Oriente, fechou a cair 2,32%, enquanto, na China, a praça de Xangai, perdeu 4,05%. Shenzhen, a segunda praça financeira do país, recuou 3,58%.

À hora de fecho das praças europeias, do outro lado do Oceano Atlântico, Wall Street continua a manifestar o desânimo mundial, com os investidores a manterem o receio quanto à subida das taxas de juro e da inflação. O Dow Jones estava a perder 1,51%, enquanto o S&P 500 desvalorizava 1,41% e o Nasdaq perdia quase 2%.