Economia

Química. Grupo RNM instala novo polo em Famalicão

O grupo RNM investe 15 milhões de euros para concentrar e expandir operações. No ciclo 2013/17 já aplicara na sua expansão um valor idêntico.

Famalicão declara-se cidade têxtil, mas tem química para seduzir investimentos noutros setores. Por exemplo, na química. Esta quinta-feira o grupo RNM - Produtos Químicos apresentou o seu novo polo fabril (15 milhões de euros), depois da Câmara Municipal ter declarado na reunião semanal o interesse público do projeto, concedendo redução de taxas e impostos que somam 150 mil euros.

No caso da RNM é uma transferência de âmbito concelhio que combina expansão com concentração de operações, impulsionando a eficiência e o potencial de crescimento.

Combater ineficiências

O novo polo, na freguesia de Landim, agrupa operações fabris, logísticas e transportes até agora dispersas por vários locais. Além disso, a base fabril deparava-se com défice de espaço.

A situação atual "gerava ineficiências e estrangulamentos que este investimento pretende resolver", justificou na apresentação do projeto Ricardo Machado, o industrial que sucedeu ao pai na condução do grupo.

O empresário encetou uma politica de diversificação de setores e clientes, deixando de estar apenas focado no fornecimento da indústria têxtil que esteve na origem da empresa. A RNM evolui para um conglomerado de quatro empresas e tornou-se um dos principais operadores ibéricos de produtos químicos, fornecendo um leque alargado de indústrias.

Um novo ciclo de expansão

Com este investimento, o grupo "abre um novo ciclo de expansão, adotando tecnologia mais avançada e novos processos laboratoriais", diz Ricardo Machado. É um investimento "em inovação, modernização e nas melhores práticas ambientais e de segurança".

No ciclo anterior (2013/17) o grupo aplicara também 15 milhões de euros em aquisições e expansão orgânica, impulsionando a faturação para 135 milhões de euros. Nesse período, a comunidade laboral evoluiu de 87 para 215 assalariados.

O novo ciclo foca-se na "na concentração de atividades industriais, comerciais e de suporte numa só unidade", resume o industrial. O efeito no emprego será de mais 20 contratações. As obras arrancam em breve e o novo polo deve estar concluído no fim de 2018.

O grupo RNM conta com quatro empresas, duas fábricas (Famalicão e Albergaria), seis escritórios e armazéns e quatro terminais, um dos quais no porto de Cartagena.. Fornece mais de 1600 clientes industriais, apresentando-se como um especialista em soluções integradas ao nível da produção, distribuição, logística e transporte de produtos químicos.