Economia

Serviço da NOS nas zonas de incêndios foi reposto “num espaço de horas”

Miguel Almeida, presidente-executivo da NOS, garante que o serviço universal da NOS não sofreu praticamente nenhuma quebra porque é prestado por satélite

A NOS, prestador do serviço universal, garante que repôs as comunicações dos seus clientes nas zonas afectadas pelos incêndios em 2017 num prazo de horas depois de elas terem sido afectadas. Miguel Almeida critica insinuações da Meo, segundo as quais parte do serviço não estava reposto porque era da responsabilidade de quem prestava o serviço universal, atirando assim implicitamente responsabilidades para cima da NOS.

“O serviço universal da NOS não sofreu praticamente nenhuma quebra porque é prestado por satélite. Ainda assim repusemos os (poucos) serviços num espaço de horas, não foi em dias”, afirmou Miguel Almeida, presidente executivo da NOS, na apresentação dos resultados anuais do operador.

"Não temos nada a ver com as insinuações que foram feitas...Não temos capacidade de intervir nas redes dos nossos concorrentes. Se as pessoas quiserem temos capacidade para lhe instalar o serviço universal. Temos toda a vontade de o fazer", sublinhou. Miguel Almeida reconheceu no entanto que a NOS "não teve um grande salto" nos pedidos de serviço universal depois dos incêndios.

Recorde-se que há ainda serviços fixos de telefone nas zonas afetadas pelos incêndio que não foram repostos. A MEO assumiu recentemente - depois de uma idosa da Sertã ter falecido antes de chegar a ajuda médica, que pecou por tardia por falta de serviço de telefone fixo - que a cobertura nas zonas devastadas pelos incêndios se situava nos 99,5%.

A NOS não recebeu qualquer notificação do regulador face à prestação serviço universal, apesar de em novembro a Anacom ter admitido que face aos pedidos residuais de clientes - terão sido feitos apenas três contratos - não faria sentido prosseguir com a concessão, recomendando ao governo que negociasse o fim do contrato.

"É um bocado estranho o regulador dizer que o serviço universal não é preciso e depois termos o país a reclamá-lo", ironizou Miguel Almeida. Explicou depois que "a NOS pode prestar este serviço em qualquer altura a quem o solicitar". O gestor lembrou ainda que presta o serviço universal porque concorreu a um concurso e ofereceu um preço sete vezes inferior ao proposto pelo concorrente que ficou em segundo lugar, a MEO.