Economia

Nervosismo nos mercados com o 'risco Trump'. Bolsas regressam ao vermelho

O despedimento via tweet do secretário de Estado norte-americano provocou nova onda de agitação nas praças financeiras na terça-feira. Bolsas mundiais voltaram a registar perdas com destaque para Wall Street. Ásia fechou esta quarta-feira com quedas. Futuros do Dax e de Wall Street no vermelho

Jorge Nascimento Rodrigues

As bolsas mundiais voltaram a registar quedas na terça-feira, depois de três sessões consecutivas com ganhos. O índice MSCI mundial recuou 0,38%, pressionado pelas perdas nas bolsas de Nova Iorque e na Europa.

O índice MSCI para os EUA caiu 0,64%, com destaque para a queda de 1% no Nasdaq, o índice da bolsa das tecnológicas. Os índices Dow Jones 30 e S&P 500 caíram 0,68% e 0,64% respetivamente. Foi a segunda sessão seguida no vermelho em Nova Iorque. Na Europa, o índice MSCI para a zona euro perdeu 0,27% e o para o conjunto da Europa recuou 0,37%. Destacaram-se as perdas registadas em Frankfurt (queda de 1,6%), Londres (recuo de 1%) e Zurique (descida de 1%). Em Lisboa, o PSI 20 perdeu 0,23%.

A instabilidade na Administração Trump está a alimentar o nervosismo dos mercados financeiros. O presidente Trump despediu ontem via tweet o secretário de Estado Rex Tillerson, depois de, na semana passada, o principal conselheiro económico Gary Cohn ter abandonado a Casa Branca em divergência com a doutrina da guerra comercial. Decidiu, também, bloquear a megaaquisição da Qualcomm norte-americana pela Broadcom, sedeada em Singapura, alegando razões de segurança.

A Ásia fechou esta quarta-feira no vermelho, com exceção de Hanói. Em Tóquio, o Nikkei 225 perdeu 0,9% e em Xangai o índice composto caiu 0,6%, no que respeita às duas principais bolsas da região. Na terça-feira, a região havia fechado com ganhos de 0,22%, mas hoje foi 'contagiada' pelo nervosismo norte-americano.

Os futuros para Frankfurt e Nova Iorque estão no vermelho, apontando para aberturas em queda esta quarta-feira. O discurso de hoje de Mario Draghi, presidente do Banco Central Europeu, sobre a política monetária poderá influenciar positivamente os mercados europeus.