Economia

Socialistas e Democratas votam contra Luís de Guindos para vice-presidente do BCE

PIERRE-PHILIPPE MARCOU/Getty Images

Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu votou esta quarta-feira contra a candidatura do ministro das Finanças espanhol para vice-presidente do Banco Central Europeu. Guindos é aprovado por maioria

O Grupo da Aliança Progressista dos Socialistas e Democratas no Parlamento Europeu votou esta manhã contra a candidatura de Luís de Guindos para vice-presidente do Banco Central Europeu (BCE).

No entanto, o ex-ministro espanhol obteve o "sim" do Parlamento com 331 votos a favor, 306 contra e 65 abstenções. Uma vez mais, as abstenções valeram a Guindos escapar a uma reprovação dos parlamentares.

“Desde o início tivemos dúvidas acerca da candidatura de Luis de Guindos para o BCE. Trocámos pontos de vista com os dois candidatos selecionados pelo Eurogrupo para o cargo. E, após as audições, mostrámos as nossas preocupações sobre o processo de seleção, o timing do processo e a questão de igualdade de género”, refere uma porta-voz do grupo.

O grupo dos socialistas e democratas tinha-se abstido na votação realizada na Comissão do Parlamento que apreciou a candidatura do ministro espanhol e havia condicionado a sua votação de hoje a resultados de um "diálogo" com o Conselho Europeu.

A deputada francesa Pervenche Berès, porta-voz do grupo, que foi muito crítica da escolha de Guindos e que avançou com a adenda à votação na comissão parlamentar, avançou esta quarta-feira que o seu grupo "não tinha outra opção se não votar contra" no plenário.

Na declaração adianta que o grupo pretende melhorar o processo futuro de escolha dos altos cargos para o conselho executivo do BCE, nomeadamente a existência de uma lista que inclua mulheres e que tenha, pelo menos, três candidatos.

Este ano ocorre a substituição do vice-presidente do BCE, atualmente Vítor Constâncio, que finda o mandato no final de maio. Para o ano, terão de ser substituídos Peter Praet, atualmente o economista-chefe do BCE, cujo mandato termina no final de maio, o próprio presidente Mario Draghi a partir de novembro, e, no final do ano, Benoît Coueré. A batalha política mais importante será a da substituição de Draghi.