Economia

Há 21 cotadas sem mulheres na gestão

Até 2020, as empresas cotadas em Bolsa deverão somar 33,3% de mulheres na liderança

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A lei da paridade de géneros vigora desde 1 de janeiro, mas, nas empresas cotadas, em 399 administradores só 57 são mulheres

Catia Mateus

Catia Mateus

Jornalista

A lei que enquadra o equilíbrio de géneros em cargos de administração e fiscalização nas empresas do sector público empresarial e nas cotadas em Bolsa — Lei nº 62/2017 — está em vigor desde 1 de janeiro. Mas, a avaliar pelos números, o seu impacto permanece residual. Segundo dados compilados pela Informa D&B, a pedido do Expresso, nas 49 empresas cotadas, entre 399 gestores que compõem os Conselhos de Administração (CA) contam-se apenas 57 mulheres, 14,2 % do total dos cargos. A percentagem permanece longe do limiar mínimo de 20% definido pela lei para janeiro de 2018 e ainda mais longe da meta de 33,3% fixada para 2020. Há 21 empresas na Bolsa portuguesa que não somam uma única mulher nos seus órgãos de poder. E há 14 onde o número de mulheres é inferior ao mínimo legal.

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