Economia

Presidente da Galp acredita que Moçambique será uma peça-chave no mercado global de gás

Carlos Gomes da Silva, presidente-executivo da Galp

Pedro Patrício

O presidente executivo da Galp, Carlos Gomes da Silva, afirmou, em entrevista ao “Financial Times”, que no mercado mundial de gás natural “a próxima década será a década de Moçambique”, um país onde a Galp tem 10% do projeto Coral

Miguel Prado

Miguel Prado

Jornalista

“A próxima década será a década de Moçambique”, afirmou o presidente executivo da Galp Energia, Carlos Gomes da Silva, em declarações ao jornal “Financial Times”, para realçar o papel estratégico no mercado global de gás natural que será desempenhado pelo país africano, onde a Galp está presente com uma participação de 10% no projeto Coral Sul.

Carlos Gomes da Silva acredita que Moçambique poderá vir a preencher a procura que se antecipa no mercado internacional de gás e que não será satisfeita pelos atuais produtores. Mas o gestor admite que será importante evitar que os custos da produção moçambicana de gás disparem, como aconteceu com projetos semelhantes na Austrália.

“Estamos a trabalhar para otimizar e para ver se conseguimos tornar o projeto ainda mais competitivo”, declarou Carlos Gomes da Silva ao “Financial Times”.

A prioridade do consórcio da Galp, no qual também participam a italiana Eni e sul-coreana Kogas, é assegurar baixos custos de exploração, mais do que procurar cumprir um calendário a qualquer custo. O consórcio estima que a produção de gás natural liquefeito em Moçambique arranque em 2022.

“Teremos de ser competitivos com o gás natural liquefeito do Médio Oriente, do Norte de África e dos Estados Unidos da América”, afirmou ainda Carlos Gomes da Silva.