Economia

Comissão Europeia revê crescimento português em baixa para 2,2% 

Ana Baião

A nova estimativa, avançada esta manhã, fica ligeiramente abaixo dos 2,3% avançados na anteriores previsões da primavera. Para 2019, a estimativa é de novo abrandamento para 2%

A Comissão Europeia reviu em baixa as previsões de crescimento para a economia portuguesa. Nas previsões intercalares de verão reveladas esta manhã, Bruxelas aponta agora para uma taxa de crescimento de 2,2%, menos uma décima do que o valor avançado nas projeções de primavera. Ao mesmo tempo, a inflação foi revista em alta de 1,2% para 1,4%. Já para 2019, as estimativas de verão da Comissão Europeia mantém os valores previamente avançados: crescimento de 2% no PIB e 1,6% na taxa de inflação.

Na análise que faz ao desempenho económico do país, a Comissão Europeia sublinha que o crescimento do PIB no primeiro trimestre "abrandou para 2,1%", muito por força da quebra nas exportações, referindo que a tendência de abrandamento deve-se, em parte, a "fatores temporários" como o impacto das condições climatéricas na atividade da construção e no sector portuário.

No entanto, diz Bruxelas, "o sentimento económico melhorou em maio e junho" e isso reflete-se também nos números.

As exportações e as importações deverão continuar a subir, apesar da sua contribuição para o crescimento passar a ser ligeiramente negativa, devido a conjuntura externa menos favoravel, indicam as previsões hoje divulgadas.

Quanto à inflação, "depois de um abrandamento significativo no início do ano", começou a inverter esta tendência, muito por força dos preços dos combustíveis. Relativamente aos preços das casas, esta previsão destaca a subida de 12,2% no primeiro semestre, sob o impulso do turismo e da entrada de capital estrangeiro.

Na União Europeia e na zona euro, depois de cinco trimestres consecutivos de "expansão vigorosa" as estimativas da Comissão Europeia falam de um momento de "moderação", apontando para taxas de 2,1% e 2% em 2018 e 2019, respetivamente, o que representa um abrandamento de 0,2 pontos percentuais face aos números avançados nas previsões da primavera.