Economia

Novo Banco vende de 90% do Banco Internacional de Cabo Verde

Na primeira investida ao mercado desde a intervenção no antigo BES, em agosto de 2014, o Novo Banco é aquele que paga uma taxa de juro mais alta com emissão de dívida subordinada

Foto Tiago Miranda

Banco Internacional de Cabo Verde, antigo Banco Espírito Santo Cabo Verde, passou para o Novo Banco quando da resolução do BES em agosto de 2014

O Novo Banco concretizou a venda de 90% do capital social do Banco Internacional de Cabo Verde à sociedade IIBG Holdings B.S.C., foi nesta quarta-feira comunicado ao mercado. De acordo com o comunicado enviado à Comissão do Mercado de Valores Mobiliários (CMVM), o acordo assinado prevê um conjunto de "opções de compra e venda, com condições já acordadas, que cobrem os restantes 10% e são exercíveis num prazo de três a quatro anos".

"Esta transação representa mais um importante passo no processo de desinvestimento de ativos não estratégicos do Novo Banco, prosseguindo este a sua estratégia de foco no negócio bancário doméstico e ibérico", lê-se na informação remetida ao mercado. O montante do negócio não foi divulgado.

Em 25 de maio, o Banco central de cabo verde aprovou o negócio.
A venda a esta sociedade já tinha sido acordada em agosto do ano passado, mas ficou então suspensa, a aguardar várias autorizações e diligências.

O Banco de Cabo Verde informou, na altura, que avaliou o plano de negócios previsto pela IIBG Holdings para o Banco Internacional de Cabo Verde e outros aspetos, como a solidez do projeto (nomeadamente quanto a solidez financeira do adquirente e prevenção do uso da instituição para lavagem de capitais e financiamento do terrorismo), e declarou que "enquanto Autoridade de Supervisão do sistema financeiro nacional entende que o adquirente dá garantias de uma gestão sã e prudente da instituição a ser adquirida".

O Banco Internacional de Cabo Verde, o antigo Banco Espírito Santo Cabo Verde, passou para o Novo Banco aquando da resolução do Banco Espírito Santo (BES) em agosto de 2014.
A venda do BICV chegou a estar acordada ao empresário português José Veiga, mas foi chumbada pelo supervisor cabo-verdiano, depois de o Banco de Portugal também se ter oposto à operação.