Economia

Crédito Agrícola lucra €64,2 milhões no 1.º semestre

O Crédito Agrícola aumentou em 37% o lucro registado no primeiro semestre do ano face a junho de 2017. Para isso contribui o negócio bancário, cujo crescimento foi de 34%

As contas consolidadas do grupo Crédito Agrícola cresceram 37% no primeiro semestre do ano, atingindo os 64,2 milhões de euros. Em comunicado, o banco liderado por Licínio Pina sublinha o crescimento do negócio bancário do grupo que ascendeu a 58,4 milhões, ou seja mais 34% face a igual período de 2017.

O produto bancário cresceu 6,7% no período em análise. A margem financeira (diferença entre os juros cobrados e os juros pagos) cresceu 2,5% devido ao ajuste efetuado na remuneração dos depósitos e no crescimento da carteira de crédito. A ajudar esteve também o crescimento das comissões líquidas que subiram 11,4% no período em análise. As imparidades e provisões para crédito caíram 2,9%, para 654 milhões de euros, com um nível de cobertura "folgado" do crédito vencido de 130,9%, como refere o banco..

No final de junho o crédito concedido (em termos brutos) registou uma variação positiva de 6,3%, com o crédito a empresas e administração pública a crescer 8,3%. Já os recursos totais de clientes apontam para um crescimento de 119,4%, o que contribuiu para a a redução do rácio de transformação (crédito sobre depósitos) que se situou nos 88,5%, abaixo do patamar máximo deste indicador recomendado pelo Banco de Portugal (120%).

"A rentabilidade alcançada pelo grupo Crédito Agrícola a junho de 2018 (ROE 8,8%) espelha os resultados positivos conseguidos nas diferentes componentes do grupo (Caixas Agrícolas, Caixa Central, companhias de seguro vida e não vida e gestão de ativos e fundos de investimento), sendo de assinalar os contributos positivos de 4,1 milhões de euros da CA Vida e de 2,6 milhões de euros da CA Seguros".

As empresas de seguros, a CA Vida e Seguros registaram um lucro de 6,7 milhões de euros, o que representa um crescimento de 3,4% face a igual período de 2017.