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Conhecido produtor de Hollywood despedido devido a assédios sexuais

Rich Polk/GETTY

Harvey Weinstein é produtor de filmes como “A Paixão de Shakespeare”, “O Discurso do Rei” ou “Pulp Fiction”. As acusações remontam à década de 1990, altura em que estava à frente da produtora Miramax

Harvey Weinstein, um dos produtores mais conhecidos e influentes de Hollywood, foi obrigado a abandonar no domingo a empresa de cinema independente que fundou devido a assédios sexuais que supostamente levou a cacbo durante décadas.

O conselho de administração da Weinstein deidiu retirar o produtor da empresa, deixando o controlo do estúdio nas mãos do seu irmão, Bob Weinstein, e do diretor de operações David Glasser, de acordo com um comunicado divulgado no domingo.

“Face ao surgimento, nos últimos dias, de novas informações relativas à má conduta de Harvey Weinstein, os diretores da The Weinstein Company -- Robert Weinstein, Lance Maerov, Richard Koenigsberg e Tarak Ben Ammar -- decidiram rescindir com Harvey Weinstein”, indicou a mesma nota, acrescentando que a decisão foi entretanto comunicada ao visado e produz efeitos imediatos.

A carreira de Weinstein foi abalada por um devastador artigo do jornal “The New York Times” segundo o qual o produtor alcançou, durante décadas, uma série de acordos extrajudiciais para pôr termo a denúncias de assédio sexual apresentadas por antigas funcionárias e colaboradoras.

Entre elas figuram acusações de abusos sexuais por parte da atriz Ashley Judd, conhecida pelo filme “Frida” ou pela saga “Divergente”.

As acusações remontam à década de 1990, altura em que Weinstein estava à frente da produtora Miramax, um estúdio de cinema independente que era propriedade do gigante cinematográfico Walt Disney Co.

Em 5 de outubro, o “New York Times” publicou uma investigação, baseada em dezenas de testemunhos de antigos e atuais funcionários da empresa que facultaram detalhes sobre o comportamento do produtor.

Segundo o jornal nova-iorquino, Weinstein chegou a acordos extrajudiciais com pelo menos oito mulheres para resolver acusações de assédio sexual.

Num comunicado enviado ao jornal, o produtor admitiu que a forma como se comportou no passado com companheiras de trabalho provocou muitos danos, pelo que pediu perdão e uma segunda oportunidade.

“Apesar de estar a tentar melhorar, sei que tenho um longo caminho a percorrer”, reconheceu no mesmo comunicado Weinstein, garantindo que tenta corrigir a sua forma de atuar há dez anos com recurso a terapia.