Internacional

Academia vai reunir-se por causa de escândalo sexual com vencedor de Óscares

Harvey Weinstein em conversa animada com o realizador Martin Scorsese, em maio deste ano

Mike Coppola / Getty Images

Harvey Weinstein, um dos grande produtores de Hollywood, que recebeu as estatuetas douradas de melhor filme por “A Paixão de Shakespeare” e por “O Discurso do Rei”, terá alegadamente efetuado chantagem e assédios sexuais ao longo de três décadas

A suspensão de Harvey Weinstein da Academia que atribui os Óscares poderá ser determinada na reunião que a organização irá manter, em sequência do escândalo sexual que envolve um dos maiores produtores de Hollywood.

“A Academia considera a conduta descrita nas alegações contra Harvey Weinstein repugnante, odiosa, e antiética relativamente aos elevados padrões da Academia e da comunidade criativa que representa”, refere em comunicado.

Weinstein recebeu os Óscares de melhor filme por “A Paixão de Shakespeare” e por “O Discurso do Rei”.

A publicação de uma longa investigação levada a cabo pela “The New Yorker” - que apurou que Weinstein assediou mais de uma dezena de mulheres desde os anos 1990 até 2015 e terá chegado a acordo com pelo menos oito vítimas para que não revelassem os seus casos – deu lugar a uma série de reações.

No domingo foi afastado da produtora independente que fundara, Miramax, e a sua mulher anunciou também que irá divorciar-se.

Entretanto,a divulgação do caso levou a que diversas atrizes, entre as quais Angelina Jolie e Gwyneth Paltrow, tenham declarado que também foram assediadas pelo produtor.

Na indústria cinematográfica surge a questão de até aqui nada ter sido feito contra a conduta de Weinstein, apesar dos seus assédios sexuais já serem relativamente conhecidos no meio.