Internacional

Turquia desaconselha viagens aos EUA por causa de “ataques terroristas”

Num comunicado publicado esta quinta-feira, o Ministério dos Negócios Estrangeiros alerta ainda os cidadãos turcos para os riscos acrescidos de “detenções arbitrárias” no aliado a Ocidente

A Turquia emitiu esta quinta-feira um alerta oficial aos seus cidadãos desaconselhando-os de viajarem até aos Estados Unidos por causa de "ataques terroristas" recentes e porque, segundo as autoridades turcas, enfrentam riscos acrescidos de "detenção arbitrária" no país.

"Foi observado um aumento recente de ataques terroristas violentos nos EUA", lê-se no comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros. "É provável que continuem a ter lugar ataques com carros conduzidos contra multidões, a par de ataques com bombas e armas, nos centros de cidades [norte-americanas], em eventos culturais, em estações de metro, edifícios estatais, locais de culto e em campus universitários", é acrescentado no documento.

Especificamente, o Ministério turco faz menção aos recentes ataques ocorridos na Universidade de Ohio em novembro, no aeroporto Fort Lauderdale-Hollywood há um ano, na mesquita Dar Al-Farooq no Minnesota em agosto e numa igreja do Texas há dois meses.

A diplomacia turca refere ainda o ataque com uma bomba caseira numa estação do metro de Nova Iorque em meados de dezembro, citado como um "exempo dos incidentes racistas/de extrema-direita" que têm tido lugar nos Estados Unidos ao longo do último ano.

No comunicado, o Ministério dos Negócios Estrangeiros alega ainda que os cidadãos turcos estão sujeitos a "detenções arbitrárias" nos EUA, incluindo funcionários públicos que viajam até ao país em trabalho.

Os avisos surgiram um dia depois de a administração de Donald Trump ter incluído a Turquia numa lista de países com "riscos acrescidos de segurança", a par do Sudão, do Paquistão e da Guatemala. Ontem, as relações entre os dois aliados da NATO tinham azedado ainda mais por causa do apoio dos EUA aos combatentes curdos da Síria, apoio esse que levou Ancara a convocar o diplomata norte-americano Philip Kosnett a prestar declarações no MNE.