Internacional

Amiga de ex-Presidente sul-coreana condenada a 20 anos de prisão

Choi Soon-sil (ao centro) foi condenada a 20 anos de prisão

Kim Hong-Ji/Reuters

Choi Soon-sil, de 61 anos estava acusada de 18 crimes, entre os quais abuso de poder, coação e suborno. O escândalo de corrupção em que esteve envolvida levou à demissão da ex-Presidente Park Geun-hye em março de 2017

Um tribunal da Coreia do Sul condenou esta terça-feira a 20 anos de prisão Choi Soon-sil, conhecida como a “Rasputina”, pelo seu papel no esquema de corrupção que escandalizou o país asiático e levou à demissão da ex-Presidente Park Geun-hye.

Choi, de 61 anos e amiga íntima de Park, estava acusada de 18 crimes, entre os quais abuso de poder, coação e suborno, tendo o Ministério Público pedido uma pena de 25 anos.

A “Rasputina” foi detida em novembro do ano passado por ser considerada a impulsionadora de um esquema de corrupção e tráfico de influências, através do qual interveio em assuntos de Estado e desviou fundos de mais de meia centena de empresas.

Choi, que negou todas as acusações, também terá de pagar uma multa de 13,4 milhões de euros, segundo a sentença do tribunal do Distrito Central de Seul, citada pela agência local Yonhap.

Entre as empresas alvo da extorsão estão a LG, a Hyundai ou a Samsung, cujo herdeiro e líder, Lee Jae-yong, foi condenado a uma pena suspensa de dois anos e meio de cadeia pelo mesmo caso.

O advogado da “Rasputina”, Lee Kyung-jae, já anunciou que vai recorrer da sentença.

O mesmo tribunal condenou também a dois anos e meio de cadeia o presidente do grupo Lotte por subornar “Rasputina” com uma doação de 7.000 milhões de wones (5,2 milhões euros).

Também o ex-secretário presidencial An Chong-bum foi condenado a seis anos de prisão e a uma multa de 100 milhões de wones (75.000 euros) por aceitar subornos dentro da mesma rede.

O escândalo da “Rasputina” chocou a sociedade civil sul-coreana no final de 2016 e motivou manifestações quase diárias, que conduziram à primeira destituição de um chefe de Estado sul-coreano em democracia e à antecipação das eleições presidenciais, ganhas pelo liberal Moon Jae-in.

A ex-Presidente continua detida, desde a sua destituição, em março de 2017.