Internacional

Justiça britânica mantém detenção de Assange

Jack Taylor

O fundador do WikiLeaks vive na embaixada do Equador, em Londres, desde 2012

Julian Assange continua a poder ser detido se deixar a embaixada do Equador em Londres, local onde vive desde 2012. O Tribunal de Westminster rejeitou hoje a revogação do mandado no qual o fundador do WikiLeaks é acusado de violação e abuso sexual na Suécia.

Apesar de sempre ter negado os crimes, Assange refugiou-se na embaixada equatoriana por temer que se fosse preso em Inglaterra seria extraditado e julgado nos EUA, devido à divulgação dos documentos secretos norte-americanos que deram origem ao Wikileaks em 2010.

Em maio de 2017, a justiça sueca arquivou o caso - por considerarem que não havia hipótese de extradição - e os advogados de Assange recorreram do mandado, defendendo que este "perdeu sua finalidade e sua função". A defesa alegou também problemas de saúde, incluindo uma depressão.

Porém, hoje a juíza Emma Arbuthnot decidiu que o pedido de detenção ainda é válido, pois o Ministério Público sueco só arquivou o caso depois de Assange ter violado a liberdade condicional ao refugiar-se na embaixada do Equador.