Internacional

EUA, Reino Unido e França pedem investigação independente a armas químicas na Síria

EDUARDO MUNOZ/Reuters

Projeto de resolução apresentado ao Conselho de Segurança da ONU, que se reúne esta segunda-feira, “exige” que regime de Assad se envolva em negociações de paz “de boa-fé, de forma construtiva e sem pré-condições”

Os EUA, o Reino Unido e a França irão aproveitar a reunião desta segunda-feira do Conselho de Segurança da ONU para pedirem uma investigação ampla e independente aos alegados ataques químicos na Síria. As potências ocidentais, que no último sábado lançaram 105 mísseis contra três instalações de armas químicas do governo de Damasco, pretendem também pressionar a Rússia a deixar de proteger o regime de Bashar al-Assad.

O objetivo é mostrar que a intervenção militar é parte de uma estratégia diplomática mais ampla para que a Síria deixe de ter armas químicas de uma vez por todas. Num projeto de resolução, os três países ocidentais pedem que se retomem as negociações de paz, que se instaure um cessar-fogo e que se restaure o acesso humanitário às áreas sitiadas.

O documento prevê evacuações médicas e a passagem segura de comboios de ajuda para todas as áreas da Síria. O projeto de resolução também defende que a resolução de cessar-fogo, adotada em fevereiro mas nunca concretizada, deve ser aplicada. E “exige” de Assad o envolvimento em negociações de paz “de boa-fé, de forma construtiva e sem pré-condições”.

O Conselho de Segurança encontra-se num impasse desde novembro do ano passado quanto ao estabelecimento de um mecanismo de investigação para identificar a responsabilidade por ataques químicos.

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    "O maior envio de forças militares para a zona desde a guerra do Iraque" era o título da notícia na revista TIME, ilustrada com o porta-aviões norte-americano U.S.S. Harry S. Truman que tem capacidade para transportar 90 aviões e que, na quarta-feira, dois dias antes deste ataque, saiu da Virginia em direção ao Mediterrâneo. Menos de 48 horas depois, EUA, França e Reino Unido atacam a Síria. De onde foram lançados esses ataques e que armas foram utilizadas?