Internacional

Jornalista russo morre após queda suspeita

Maxim Borodin, que escreveu recentemente sobre a morte de mercenários na Síria, caiu do seu apartamento no quinto andar. As autoridades locais afastam suspeitas de crime, mas os amigos não acreditam que a sua morte tenha resultado de um acidente

Amigos e colegas de Maxim Borodin, um jornalista russo que morreu depois de cair do seu apartamento num quinto andar, consideram o caso suspeito, duvidando que se trate de um acidente. Borodin, que recentemente escreveu sobre a morte de mercenários na Síria, morreu no hospital para onde foi transportado na quinta-feira, após ter sido encontrado pelos vizinhos gravemente ferido.

Segundo as autoridades locais, o jornalista não deixou nenhuma nota de suicídio, mas não há vestígios que apontem para um ato de natureza criminosa. Afirmam nomeadamente que a porta do apartamento estava trancada por dentro, pelo que ninguém pode ter entrado ou saído.

Outros testemunhos apontam em sentido contrário. Um amigo, que descreveu Borodin como um “jornalista com princípios e honesto”, disse que este o contactou na madrugada do dia anterior dizendo que estava “alguém com uma arma na sua varanda e várias pessoas nas escadas, camufladas e usando máscaras”.

Mais tarde voltou a ligar para dizer que estava enganado, explicou o mesmo amigo, a quem o jornalista disse que, afinal, devia tratar-se de um exercício qualquer. Mas, pouco depois, Borodin foi encontrado já caído no chão, ao pé do prédio onde residia, na cidade russa de Yekaterinburg.

O editor da revista “Novyy Den”, onde Borodin trabalhava, não acredita que a sua morte tenha sido um acidente. Garante que o jornalista - que procurava um advogado - não tinha qualquer motivo para se matar.

Há poucas semanas, o jornalista escreveu sobre os mercenários russos conhecidos como “Grupo Wagner”, que teriam sido mortos na Síria a 7 de fevereiro num confronto com as forças dos EUA.