Internacional

Jerusalém. Embaixadora dos EUA na ONU diz que Israel mostrou contenção

Drew Angerer

Nikki Haley disse que Israel tinha pela frente extremistas do Hamas que incitaram as pessoas a lançar objetos em chamas para o lado israelita da fronteira e a marchar sobre ela.

A embaixadora dos Estados Unidos nas Nações Unidas, Nikki Haley, afirmou esta terça-feira que Israel mostrou contenção durante os confrontos de segunda-feira na Faixa de Gaza e acusou o Hamas de ter fomentado a violência.

“O Hamas está satisfeito com os resultados de ontem”, defendeu na abertura de uma reunião dos representantes diplomáticos do Conselho de Segurança.

Haley disse que Israel tinha pela frente extremistas do Hamas que incitaram as pessoas a lançar objetos em chamas para o lado israelita da fronteira e a marchar sobre ela.

“Quem entre nós aceitaria este tipo de atividade na sua fronteira. Nenhum país nesta câmara agiria com mais contenção que Israel”, disse.

“Os Estados Unidos lamentam as mortes, mas há demasiada violência na região”, acrescentou, dizendo lamentar que o Conselho de Segurança não aborde suficientemente as intervenções do Irão na Síria e no Iémen.

A representante norte-americana defendeu também que a violência na Faixa de Gaza não tem qualquer ligação com a transferência da embaixada dos Estados Unidos de Telavive para Jerusalém.

“Aqueles que sugerem que a violência em Gaza tem algo a ver com a localização da embaixada dos Estados Unidos estão extremamente enganados”, disse.

Sessenta palestinianos morreram e 2.711 ficaram feridos nos confrontos com o exército israelita de segunda-feira, o dia mais sangrento desde a guerra do verão de 2014 em Gaza.

Os protestos inserem-se no movimento de contestação designado “marcha de retorno”, iniciado a 30 de março, e ocorreram no mesmo dia em que foi inaugurada a embaixada dos Estados Unidos em Jerusalém.

A transferência da embaixada concretizou o reconhecimento pelo presidente norte-americano, Donald Trump, de Jerusalém como capital de Israel, que contraria o consenso internacional de que o estatuto da cidade deve ser estabelecido em negociações entre israelitas e palestinianos.