Internacional

Depois dos EUA, Guatemala muda embaixada de Telavive para Jerusalém

Primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, conversa com Presidente da Guatemala, Jimmy Morales, na cerimónia de inauguração da embaixada do país centro-americano em Jerusalém

RONEN ZVULUN/AFP/Getty Images

O Presidente guatemalteco, Jimmy Morales, disse que o seu país levava uma mensagem de “amor, paz e fraternidade” para Israel. O primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, referiu que a iniciativa é apropriada porque a Guatemala também foi o segundo país a reconhecer Israel em 1948. Paraguai já está na calha para seguir os exemplos dos EUA e da Guatemala

A Guatemala mudou esta quarta-feira a sua embaixada de Telavive para Jerusalém, dois dias depois de os EUA terem feito o mesmo. Na inauguração, que contou com a presença do primeiro-ministro israelita, Benjamin Netanyahu, o Presidente guatemalteco, Jimmy Morales, disse que o seu país levava uma mensagem de “amor, paz e fraternidade” para Israel.

“Este é um momento importante para o futuro dos nossos povos”, afirmou Morales, que apelidou a transferência da embaixada de “decisão corajosa”. Para Netanyahu, a iniciativa é apropriada porque a Guatemala também foi o segundo país a reconhecer Israel em 1948: “Estiveram sempre entre os primeiros. Lembramo-nos dos nossos amigos e a Guatemala é nossa amiga, então como agora”, disse.

Nas Nações Unidas, a Guatemala foi um dos sete países a votarem alinhados com os EUA e Israel na questão da embaixada em Jerusalém. Honduras, Ilhas Marshall, Micronésia, Nauru, Palau e Togo foram os outros seis.

O Presidente do Paraguai, Horacio Cartes, deverá chegar a Israel a 21 de maio para a abertura da embaixada do país em Jerusalém. Nos últimos meses, Honduras, Roménia e República Checa anunciaram que estavam a explorar uma mudança semelhante, mas, até ao momento, nenhum desses planos se concretizou.