Internacional

Theresa May vai publicar ‘livro branco’ com as prioridades britânicas no pós-Brexit

LEON NEAL/GETTY

Documento antecipa a cimeira de Bruxelas, a realizar-se no próximo mês, e é considerado “fundamental” por detalhar a forma como o país quer definir o relacionamento com a União Europeia após 2019

Theresa May prepara-se para publicar um documento considerado “fundamental” para a definição do relacionamento entre o Reino Unido e a União Europeia após consumado o Brexit. Esta espécie de livro branco é uma forma de o Governo britânico se antecipar à cimeira que se realiza em junho em Bruxelas e nele constam todas as prioridades do Governo britânico.

Trata-se de um plano “detalhado, ambicioso e preciso”, afirmou o ministro do Brexit, que o descreveu como a publicação “mais significativa” desde a realização do referendo.

No entanto, antes deste documento ver a luz do dia a primeira-ministra britânica terá de conseguir chegar a um consenso com os seus ministros numa questão que se tem revelado difícil e que diz respeito aos futuros acordos alfandegários do país.

Numa reunião convocada para esta terça-feira, esse acordo falhou. Theresa May e o ministro britânico da Economia, Philip Hammond, são favoráveis a um cenário que permitiria ao Reino Unido cobrar taxas nos portos e nos aeroportos em nome da União Europeia, acabando por transferir uma parte do dinheiro para Bruxelas. Mas esta opção tem levantado muitas críticas, nomeadamente do ministro dos Negócios Estrangeiros, Boris Johnson, que a considera uma “loucura”.

O ministro considera que esta solução pode limitar opções de negociação sobre outros acordos comerciais e promove “uma nova rede de burocracia”, disse Johnson recentemente ao “Daily Mail”.

  • Uma das propostas pós-Brexit de Theresa May é “louca”, diz chefe da diplomacia britânica

    Em entrevista ao “Daily Mail”, Boris Johnson afirmou que uma “parceria aduaneira” com a União Europeia limitaria a capacidade do Reino Unido de fazer acordos comerciais depois de abandonar o espaço comunitário, além de criar “toda uma nova rede de burocracia”. De visita aos EUA, o governante lembra que um acordo comercial com a América não poderá ser alcançado se o Reino Unido permanecer “na influência lunar de Bruxelas”