Internacional

China. Um dos mais destacados ativistas pró-democracia condenado a 13 anos de prisão por “subversão do poder do Estado”

Qin Yongmin, à direita na foto, reúne-se com outros ativistas pró-democracia num apartamento em Pequim para anunciar a formação de um grupo que deverá pressionar o Partido Comunista chinês a aceitar um sistema multipartidário (fotografia de 1993)

ROBYN BECK/AFP/Getty Images

Qin Yongmin, que já passou 22 anos atrás das grades, permaneceu em silêncio durante todo o julgamento. Foi cofundador do Partido da Democracia da China e em 1999, ainda na prisão, foi nomeado para o Nobel da Paz. Em 2015, voltou a ser preso por liderar um grupo pró-democracia que atacava online as políticas governamentais

Um dos ativistas pró-democracia mais destacados na China foi condenado a 13 anos de prisão por “subversão do poder do Estado”. Qin Yongmin, que já passou um total de 22 anos atrás das grades, tem atualmente 64 anos.

Segundo relatos da agência de notícias France Presse, o ativista recusou-se a colaborar com o tribunal e permaneceu em silêncio durante todo o julgamento.

Yongmin foi acusado por “acreditar numa China democrática”, disse Frances Eve, de uma organização não-governamental de defesa dos direitos humanos na China. “As autoridades não conseguiram construir um caso contra ele apesar de três anos de investigação”, acrescentou.

Qin Yongmin é cofundador do Partido da Democracia da China e foi condenado a uma pena de prisão de 12 anos em 1998, depois de o tentar registar oficialmente. Um ano depois, ainda na prisão, foi nomeado para o prémio Nobel da Paz.

O ativista liderava um grupo pró-democracia quando voltou a ser preso em janeiro de 2015. As suas atividades incluíam organizar grupos de discussão e criticar na Internet as políticas do Governo.