Internacional

Senado irlandês vota proibição de importação de produtos provenientes dos colonatos israelitas

A comunidade internacional não reconhece a construção de bairros israelitas em territórios considerados palestianos mas ela continua

Ilia Yefimovich/Getty

Uma lei para proibir a importação de produtos de vários territórios "ilegais" passou esta quarta-feira no senado irlandês e deverá agora ser levada aos deputados. Na lista encontram-se os colonados israelitas construídos nos territórios ocupados palestinianos. Israel já disse que se trata de uma medida "populista, perigosa e extremista"

Os senadores irlandeses votaram esta quarta-feira pela proibição das importações de bens e serviços provenientes de colónias através do mundo, onde se incluem os colonatos israelitas instalados nos territórios palestinianos ocupados.

A proposta de lei, votada por 25 senadores, contra 20, torna passível de processos judiciais qualquer importação proveniente de colónias.
Israel reagiu através de comunicado do Ministério dos Negócios Estrangeiros que condenou uma votação que surge em apoio "de uma iniciativa populista, perigosa e extremista de boicote a Israel" e prometeu "uma resposta".

Saëb Erekat, um alto responsável palestiniano, saudou uma votação "histórica" e um "gesto corajoso", que "envia uma mensagem clara à comunidade internacional e em particular à restante União Europeia: falar de uma solução a dois Estados não é suficiente sem medidas concertas".

O texto, apresentado pela senadora independente Frances Black, foi apoiado por todos os partidos irlandeses à exceção do Fine Gael, no poder, e deverá agora ser examinado por um comité parlamentar antes de uma eventual apresentação, para discussão, aos deputados irlandeses.

A organização de mobilização social Avaaz congratulou-se com um voto "sem precedentes" e considerou que "os cidadãos irlandeses, os sindicatos e a sociedade civil, e como a senadora Black, estão determinados em aproveitar esta dinâmica para que as sanções se tornem lei".