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Tailândia. A gruta da tragédia pode transformar-se em lugar de romaria

SOCIAL MEDIA/ Reuters

O primeiro-ministro tailandês alertou para o facto de a gruta de Tham Luang se ter tornado mundialmente famosa. E que, agora que os rapazes foram salvos, os turistas podem querer visitar o local

“É uma gruta perigosa”. O aviso é feito por Prayuth Chan-ocha, primeiro-ministro tailandês. Nos últimos dias, o mundo acompanhou o resgate das 12 crianças e do seu treinador da gruta de Tham Luang, no norte da Tailândia. E, pelo impacto mediático, as autoridades temem que o local possa vir a tornar-se numa espécie de lugar de romaria ou de atração turística. “É uma gruta perigosa”, voltou a avisar o primeiro-ministro esta quarta-feira em conferência de imprensa, quando anunciou que vão ser tomadas novas medidas de segurança para evitar mais histórias como as dos Wild Boars.

“No futuro temos de monitorizar as entradas e saídas na gruta. Esta gruta tornou-se mundialmente famosa… temos de colocar mais luzes e avisos”, disse Prayuth Chan-ocha, primeiro-ministro tailandês, em conferência de imprensa em Banguecoque. No entanto, por agora, “até está tudo em ordem”, a gruta está encerrada.

Na semana passada, a autoridade tailandesa para o turismo admitiu a possibilidade de as grutas serem elevadas a atração turística. “Tornaram-se motivo de interesse tanto para os habitantes locais como para os turistas estrangeiros”, disse Karuna Dechatiwong, diretor daquele órgão, citado pela Reuters.

Esta quarta-feira, foi divulgada a primeira imagem dos 12 rapazes no hospital depois de terem sido resgatados ao longo dos últimos dias da gruta de Tham Luang. Por 18 dias, o grupo esteve encurralado numa galeria depois de, a 23 de junho, ter entrado na caverna para uma visita. Primeiro, ninguém sabia do seu paradeiro e depois, a 2 de julho, os jovens foram localizados pelas equipas de resgate. A operação de salvamento, que arrancou no domingo, foi considerada muito complicada, mas correu de acordo com os planos. Desde então, ainda permanecem algumas equipas de trabalho no terreno e várias dezenas de jornalistas.

Salvamento por horas

Agora que todo o grupo está a salvo, os mergulhadores que participaram na operação de resgate revelaram que, horas depois de a última pessoa ter sido tirada da gruta, o treinador, as bombas que faziam a extração da água falharam.

No momento em que a principal bomba falhou ainda se encontravam na gruta alguns membros da equipa de resgate que estavam a limpar e a arrumar material, confirmaram ao “Guardian” três mergulhadores australianos. Ouviu-se uma grande explosão e homens a correrem do interior da gruta até à saída. “Os gritos começaram porque a bomba principal deixou de funcionar e imediatamente, a água subiu. Foi um aumento muito significativo.” A operação de resgate podia ter acabado mal, caso não tivesse sido concretizada de forma rápida.