Internacional

Tribunal alemão decide extraditar Carles Puigdemont

Miquel Llop/NurPhoto via Getty Images

O ex-líder catalão será extraditado por decisão da justiça alemã, devido à má gestão de fundos públicos e não por rebelião

O tribunal alemão de Schleswig-Holstein deu esta quinta-feira luz verde à extradição de Carles Puigdemont. Em causa está o alegado crime de peculato (desvio de fundos públicos), mas não o crime de rebelião, o mais grave segundo a acusação da justiça espanhola.

“A extradição para a acusação de apropriação indébita de fundos públicos é admissível, a extradição para a acusação de rebelião não é admissível”, pode ler-se num comunicado do tribunal de Schleswig-Holstein.

Segundo o magistrado, cabe agora à procuradoria alemã organizar a extradição com as autoridades espanholas. Puigdemont “permanecerá por enquanto livre”.

O atual líder catalão, Quim Torra, já se congratulou com a medida dotribunal alemão. Esta decisão “demonstra mais uma vez os enganos e mentiras de uma causa judicial que nunca deveria ter começado. Será na Europa onde venceremos”, escreveu Quim Torra no Twitter.

No dia 5 de abril, a justiça alemã decidiu deixar o ex-líder catalão em liberdade sob fiança, depois de ter sido detido a 27 de março após entrar no território alemão. Carles Puigdemont fugiu de Espanha depois de Madrid ter decidido, em 27 de outubro de 2017, intervir na Catalunha, na sequência da tentativa, que liderou, de criar uma República independente naquela comunidade autónoma espanhola.

O ex-presidente do executivo catalão fugiu inicialmente para a Bélgica, mas foi apanhado este ano pela polícia alemã.

As autoridades alemãs estudavam até agora a resposta a dar à justiça espanhola que pediu a sua extradição para responder em tribunal por delitos de rebelião, sedição e peculato.