Internacional

Exército israelita destrói túnel proveniente da Faixa de Gaza

"Acabámos de destruir um túnel terrorista que se infiltrava desde a Faixa de Gaza”, esclareceu o gabinete de informação do exército israelita num comunicado citado pela EFE

O exército israelita destruiu esta quinta-feira um túnel que partia da Faixa de Gaza e entrava em território israelita, sendo o décimo quinto subterrâneo que Israel destrói desde o início do ano, segundo a agência espanhola EFE.

“Acabámos de destruir um túnel terrorista que se infiltrava desde a Faixa de Gaza”, esclareceu o gabinete de informação do exército israelita num comunicado citado pela EFE.

“A rota do túnel foi descoberta graças a esforços tecnológicos e operacionais para localizar e neutralizar túneis terroristas, esforços que começaram durante a operação ‘Margen Protector’, em 2014 e que se expandiram no último ano”, lê-se ainda no comunicado.

O exército afirma ainda que o túnel foi construído pelo movimento islamita Hamas, considerado como um grupo terrorista pela UE, pelos Estados Unidos, por Israel e por outros países, “para levar a cabo um ataque na comunidade israelita adjacente”.

“Por baixo da Faixa de Gaza encontra-se uma Gaza subterrânea, uma rede de túneis equivalente a uma rede de metro. O Hamas não visa construir os próximos serviços de transporte do mundo. O que faz é utilizar a parte subterrânea para a sua aborrecida estratégia de levar a cabo ataques letais contra civis israelitas” declarou o porta-voz militar e tenente-coronel Yonathan Conricus.

O exército israelita ativou hoje um míssil do sistema antimísseis ‘Cúpula de Ferro’ e os alarmes antiaéreos tocaram, na zona adjacente à Faixa de Gaza.

No entanto, tratou-se de um falso alarme e não de um lançamento de foguete desde o território palestiniano.

O militar israelita disse ainda que o Hamas “abusa dos recursos destinados a ajudar os residentes de Gaza, utilizando-os para construir infraestruturas de ofensiva militar que violam a soberania de Israel e ameaçam os seus civis, bem como os protestos violentos ou como o disparo de foguetes e morteiros contra o território israelita”.

Na última semana, dezenas de artefactos incendiários foram arremessados desde a Faixa de Gaza, provocando fogos do lado israelita, apagados por bombeiros e unidades de socorro.

Os palestinianos manifestam-se todas as sextas-feiras há seis meses, dentro do protesto de mobilização conhecido como a ‘Marcha do retorno’, contra o bloqueio imposto sobre a Faixa de Gaza por Israel, entre outros motivos.

Desde o seu início, no passado dia 30 de março, os protestos têm sido reprimidos por soldados israelitas, provocando a morte de cerca de 200 palestinianos e mais de 20.000 feridos, sendo que um quarto foi atingido por balas reais.