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Rússia abre inquérito judicial após falhanço do lançamento da nave espacial Soyuz

Bill Ingalls/NASA/Getty

Inquérito destina-se a determinar se existiram violações das regras de segurança após este falhanço, que forçou os dois cosmonautas, o russo Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e o norte-americano Nick Hague, da NASA, a ejetarem-se

A Rússia abriu nesta quinta-feira um inquérito judicial para apurar o motivo do falhanço do lançamento de um foguetão Soyuz que se dirigia à Estação Espacial Internacional (ISS) com dois cosmonautas a bordo, anunciou o Comité de investigação russo.

O inquérito destina-se a determinar se existiram violações das regras de segurança após este falhanço, que forçou os dois cosmonautas, o russo Alexei Ovichinin, da Roscosmos, e o norte-americano Nick Hague, da NASA, a ejetarem-se com a sua cápsula e aterrarem em segurança nas estepes do Cazaquistão.

"Foi formado um grupo de inquérito e os responsáveis examinam atualmente o local do lançamento, foram recolhidos diversos documentos", refere em comunicado o Comité de Investigação, que aborda os grandes casos criminais na Rússia. Antes, Dmitri Rogozine, o diretor da agência espacial russa Roscosmos, tinha já anunciado a formação de uma comissão de inquérito.
A nave espacial Soyuz registou uma falha no motor cerca de dois minutos após a descolagem.

Os dois cosmonautas, que se ejetaram devido à "torre de salvamento" da nave, foram recuperados alguns minutos após a aterragem a mais de 400 quilómetros a leste do cosmódromo de Baikonur. A Roscosmos tem registado diversos reveses nos últimos anos, incluindo a descoberta de defeitos na maioria dos motores produzidos para as naves espaciais que devem colocar em órbita satélites.