• Desesperados. Mortos. Esquecidos

    Dossiês

    Naquela noite a chuva trouxe desespero. E desesperou. Naquela noite a chuva veio para matar. E matou. Muito. Depois daquela noite a ditadura quis silenciar. E silenciou. Foi a maior catástrofe natural da História do país desde o terramoto de 1755, mas é uma tragédia praticamente apagada da memória coletiva. E há até quem não faça ideia do que aconteceu. Novembro de 1967, novembro de 2017: continuamos sem saber ao certo quantos morreram. Foram centenas, quase todos muito pobres. Só os que lá estiveram sabem como se viveu naquelas horas. E dão a cara. Ainda em lágrimas. Estivemos 50 anos sem saber deles. Este é um documento em nome dos esquecidos

  • “Estamos aqui para formar animais de combate”: oito meses dentro dos Comandos

    Multimédia Expresso

    Aprendem a sobreviver e a matar silenciosamente, a superar os limites da força humana e da dor, mas também a lidar com as situações mais violentas e incontroláveis. No mês em que se assinala um ano da morte de Hugo Abreu e Dylan da Silva na “prova zero” dos Comandos, o Expresso mostra-lhe um olhar inédito e exclusivo do curso 127. São oito meses de reportagem, desde o primeiro dia de recruta até à boina vermelha. Esta é a história impressionante e nunca contada sobre o curso dos Comandos

  • Agora é o tempo da tristeza

    Multimédia Expresso

    Joana Beleza

    Primeiro foi o pânico, depois veio a revolta e agora é o tempo da tristeza. Pedrógão Grande ardeu e viu morrer há precisamente um mês. E um mês é tempo nenhum. Documentário de uma ferida aberta. Porque as chamas não saem

  • Uppgivenhetssyndrom

    Multimédia Expresso

    Os imigrantes mais jovens na Suécia sofrem hoje uma terrível ameaça silenciosa. A ausência de uma decisão sobre os seus pedidos de asilo e a impossibilidade de se reunirem com as famílias condenam centenas de crianças refugiadas a um estado de apatia extrema: chamam-lhe “Uppgivenhetssyndrom”, em que os pacientes parecem ter perdido a vontade de viver. A doença, semelhante a um estado de coma, só parece verificar-se na Suécia e entre refugiados. Estivemos lá e observámos os esforços da sociedade civil para acudir os menores desacompanhados - e não só - que fogem do horror

  • Anabela, a mulher que arranca monstros do barro

    Multimédia Expresso

    Uma mulher e a doença que a condiciona. Um interior selvagem moldado em barro e monstros domesticados por dedos impulsivos. Arte bruta com assinatura, concebida por uma anónima que ganha rosto e identidade através das suas obras ao moldar a lama que traz da infância. Memórias de dor equilibradas entre o mercado da arte e o objetivo terapêutico. Anabela, a mulher que arranca monstros do barro

  • As visões que o Estado Novo silenciou

    Multimédia Expresso

    Carlos Alberto diz que viu Nossa Senhora nove vezes. O caso encheu as primeiras páginas de muitos jornais nacionais em 1954. O vidente tinha 11 anos, foi observado por psiquiatras, esteve na casa do diretor da cadeia de Alcoentre e foi inquirido por autoridades civis e religiosas. A censura proibiu a circulação de um livro que relata o sucedido e a PIDE abriu um processo, pouco depois de Portugal ter perdido um enclave do império colonial na então Índia portuguesa. O culto continua, 63 anos depois

  • A chave que pode abrir os segredos do universo

    Arquivos Expresso

    João Santos Duarte e João Roberto

    Dos dias que hão de ficar na história da humanidade há um que não foi há tanto tempo assim – aliás, foi quase ontem, no fevereiro que antecedeu o março que vivemos. A tarde do dia 11 do segundo mês do ano de 2016 deixou o mundo em alvoroço com uma expressão graciosa – “ondas gravitacionais”. Nesse dia falou-se de Einstein, de uma grande descoberta, de um acontecimento transformador da história do Homem, dessas ondas gravitacionais que são matéria científica de grande relevância mas que a maioria de nós desconhece. Nesse dia, o Expresso fez o possível para lhe contar esta descoberta quase impossível – e nesse dia, quando lhe explicámos que este grande achado ocorreu num centro de investigação americano em parceria com um europeu, definimos uma missão: ir a um desses centros para saber como foi detetado este fenómeno extraordinário e antecipar o que havemos de descobrir daqui em diante agora que há mistérios menos misteriosos. Fomos a Pisa, em Itália, ao centro europeu que colaborou com o americano para espantar a humanidade. Este é o momento da partilha – vamos mostrar-lhe as maravilhas do universo. E um segredo, um grandioso segredo Neste fim de semana em que celebramos a família e nos preparamos para o ano que há de vir, o Expresso republica histórias, reportagens, conversas, narrativas, dúvidas, considerações, certezas e revelações que fizeram de 2016 um ano preenchido. Todos estes artigos são publicados tal como saíram inicialmente

  • A mais espetacular ação de sabotagem dos tempos da ditadura

    Multimédia Expresso

    Quatro homens, um volkswagen “carocha” e uma chave copiada com recurso a uma barra de sabão. Os explosivos iam escondidos por baixo de caixas de frutas. As fardas militares que serviam de disfarce tinham sido ajustadas ao corpo pelas mulheres horas antes, numa casa alugada só para preparar a operação. Nome de código: “Águia Real”. Passavam vinte minutos das três da manhã quando tudo foi pelos ares. Foi a mais espetacular ação de sabotagem dos tempos da ditadura e aconteceu há 45 anos Neste fim de semana em que celebramos a família e nos preparamos para o ano que há de vir, o Expresso republica histórias, reportagens, conversas, narrativas, dúvidas, considerações, certezas e revelações que fizeram de 2016 um ano preenchido. Todos estes artigos são publicados tal como saíram inicialmente

  • Aqui se conta a maior calamidade de que há memória em Portugal desde o terramoto de 1755

    Multimédia Expresso

    A 25 de novembro de 1967, uma forte queda de precipitação na região de Lisboa e vale do Tejo inundou avenidas, ruas e bairros inteiros. Da noite para o dia, milhares de pessoas ficaram desalojadas, centenas morreram soterradas e um número até hoje incerto de vários membros de família foram dados como desaparecidos. O Governo de Salazar tentou abafar a real dimensão da tragédia, com os Serviços de Censura a chumbar títulos e fotografias de jornais, mas a memória de quem viveu na pele as cheias de 67 perdurou. O Expresso conta-lhe como foi, 50 anos depois

  • O sítio inacabado

    Multimédia Expresso

    Ana Marques Maia

    A casa de Adelina Morina não tem luz e está por terminar. Fica em Bardhosh, onde não existe uma cafetaria, um restaurante, uma hospedaria. Nada. A dez quilómetros de Pristina, a capital do Kosovo, há dois acontecimentos que unem as famílias umas às outras: são pobres e têm familiares migrados. E as casas inacabadas são a metáfora do país