• Esperar sem saber pelo que se espera

    Internacional

    Ana França e Helena Bento

    Donald Trump quer reduzir todos os tipos de imigração - não só a ilegal. É uma das suas bandeiras e uma das principais lutas da sua base conservadora e, por isso, revogou o estatuto de proteção temporária a mais de 300 mil pessoas que a tinham recebido para poderem fugir a catástrofes naturais ou situações de guerra nos seus países de origem. Só de El Salvador chegaram quase 200 mil pessoas, o maior contingente de ‘protegidos’ que Trump quer desproteger. As eleições intercalares dos EUA, que decorrem na próxima terça-feira, podem colocar no poder quem ofereça a estes imigrantes um caminho menos sinuoso para a cidadania e evite que sejam deportados para um país esventrado pela violência entre gangues. Este é o terceiro de cinco artigos que estamos a publicar esta semana sobre as intercalares, numa série que fecha esta sexta-feira com uma análise de Clara Ferreira Alves

  • Camané: “Aquilo que mais gostava era de cantar até morrer. Nos homens o fado envelhece melhor"

    Podcasts

    É uma das melhores vozes portuguesas de sempre. Foi Amália que lhe abriu as portas para gravar o primeiro disco, porque achava que aquele puto “estava no bom caminho”. E que caminho. Um fadista de corpo e alma que reuniu como poucos, e a pouco e pouco, a unanimidade da crítica, dos seus pares e do público. Camané enche coliseus e enche-nos o peito com a sua verdade e as suas interpretações únicas, que entre a tradição e a inovação, têm criado novos caminhos, novas vidas e novos fados para o fado. E, nesta conversa feita na sala de sua casa, Camané regressa ao passado, quando tinha uns certos heróis secretos: “Em miúdo sonhava voar como o Super-Homem para visitar as raparigas de quem gostava e, às escondidas, ouvia Amália, Marceneiro, Carlos do Carmo, os meus outros heróis”. Aos 50, fala das inseguranças de sempre, deixa críticas a certos fadistas que têm pouco a ver com fado e prepara-se para voltar a desafiar-se. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • Esperar sem saber pelo que se espera

    Internacional

    Ana França e Helena Bento

    Donald Trump quer reduzir todos os tipos de imigração - não só a ilegal. É uma das suas bandeiras e uma das principais lutas da sua base conservadora e, por isso, revogou o estatuto de proteção temporária a mais de 300 mil pessoas que a tinham recebido para poderem fugir a catástrofes naturais ou situações de guerra nos seus países de origem. Só de El Salvador chegaram quase 200 mil pessoas, o maior contingente de ‘protegidos’ que Trump quer desproteger. As eleições intercalares dos EUA, que decorrem na próxima terça-feira, podem colocar no poder quem ofereça a estes imigrantes um caminho menos sinuoso para a cidadania e evite que sejam deportados para um país esventrado pela violência entre gangues. Este é o terceiro de cinco artigos que estamos a publicar esta semana sobre as intercalares, numa série que fecha esta sexta-feira com uma análise de Clara Ferreira Alves

  • “Dizem que o nosso filho não nos pertence. É do Estado”: há 18 anos que Tony está internado e os pais não o podem levar para casa

    Internacional

    Marta Gonçalves

    Há 2315 pessoas internadas nas unidades de tratamento especializadas em doenças mentais do Reino Unido. Desde 2015 – quando o Governo prometeu fechar estes locais – morreram 40 pacientes. Nove deles tinham menos de 35 anos. Uma reportagem da Sky News denuncia os maus-tratos a doentes mentais nos hospitais

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Se há zona onde as fronteiras são ténues é na intimidade e na sexualidade de cada um. Qualquer intromissão exagerada nessa esfera é uma violação – seja contra a liberdade do outro, seja do Estado, através dos braços policiais e judiciais, na liberdade própria e de todos. O caso de Ronaldo em Las Vegas levanta todos estes problemas ao mesmo tempo. Por isso se torna interessante

  • “Olha para mim, olha para mim e diz que a minha história não importa”: Flake não olhou para Maria mas o que ela lhe disse mudou-o

    Internacional

    Marta Gonçalves

    Um juiz norte-americano nomeado para o Supremo Tribunal mas acusado de abusos sexuais espera ser eleito. Um senador republicano com um voto decisivo estava inclinado a favor do juiz. Duas mulheres abusadas sexualmente no passado apanham o senador num elevador e falam-lhe “do pior momento de sempre” . O senador muda a decisão

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já que tanta gente se acobarda, com medo ser considerada inculta, troglodita ou reacionária, perante o que se passou em Serralves, deixem-me dizer uma coisa que penso todos os pais, avós, curadores, educadores ou outros que tenham relação direta com crianças compreendem: acho bem que se coloque um limite de idade para certas criações artísticas, nomeadamente as de Mapplethorpe