• Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    O jogo tem paradas elevadas – de um lado golpistas, do outro, estalinistas; ambos do mais puro e duro. Os que querem, através de um malévolo e inesperado golpe pôr fim a uma obra gloriosa que não se sabe concretamente qual é; e os que pretendem, através do braço no ar condenar aos infernos da Sibéria os que não estiverem com eles. Estão reunidas todas as condições para um grande espetáculo. Só é pena que 99% do público se esteja a marimbar para ele

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Já se sabe que tentar elogiar Relvas é como encontrar uma agulha no palheiro. Mas, do mesmo modo que é possível encontrá-la, há medidas tomadas por aquele efémero ministro de habilitações forjadas que têm lógica e foram positivas. Ainda que insuficientes. Refiro-me à junção de freguesias, que devia ter sido completada com a reforma das próprias autarquias (juntando algumas, muitas, delas) de modo a que a massa crítica de cada concelho e de cada freguesia não seja insignificante

  • Nuno Artur Silva: “O humorista não derruba a Gioconda, o humorista coloca um bigode na Gioconda”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    “Não havia necessidade.” A frase é da mãe de Herman José tomada de empréstimo por Nuno Artur Silva para a personagem “Diácono Remédios”, popularizada por Herman. Uma expressão que calha bem neste processo de afastamento de Nuno Artur Silva da administração da RTP, pela alegada incompatibilidade e conflito de interesses por ter mantido durante estes últimos três anos um vínculo com as Produções Fictícias e com o Canal Q. Uma coisa é certa: o canal público está com mais séries nacionais, mais documentários e ‘milagrosamente’ reinventou o Festival da Canção levando-nos à vitória com Salvador Sobral. Sobre a sua imprevista saída da estação pública, Nuno deixa claro: “Poderei ter cometido algumas ingenuidades. Mas a mulher de César não tem de parecer séria. A mulher de César tem de ser séria. E eu fui sério e transparente do princípio ao fim na RTP.” Sobre o que chama campanha difamatória acrescenta: “Orgulho-me bastante dos inimigos que fiz nestes últimos tempos. Faz-me sentir que estou do lado certo.” Nesta conversa o argumentista, escritor e apresentador, recorda os anos 80 em que foi um jovem anarquista, os anos 90 em que fundou as Produções Fictícias e lançou alguns dos maiores do humor e fala do futuro. “Irei fazer todas as coisas que ainda não fiz”. Para ouvir neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”

  • O lado errado de um gigante chamado Google

    Sociedade

    Charles Duhigg

    É o motor de busca mais usado no mundo mas lida mal com a concorrência. A Comissão Europeia aplicou-lhe uma multa milionária e admite desmembrar o gigante tecnológico. História de uma guerra provocada por um casal de nerds, para ler na revista E desta semana