• Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Subitamente neste Verão, variação do célebre título ‘Subitamente no Verão Passado’, peça de Tennessee Williams adaptada ao cinema com guião de Gore Vidal, neste Verão, pois, começou-se a colocar em causa Rui Rio, oito meses depois da sua eleição. E as críticas que lhe fazem, desde as implícitas de Santana Lopes, às explícitas de Pedro Duarte ou Luís Montenegro, contêm em si um dilema difícil de resolver

  • Chamem-me o que quiserem

    Henrique Monteiro

    Quando num referendo, movido pelo populismo e pela demagogia (e a ideia de que seria vencedora a opção europeia), os britânicos decidiram abandonar a União houve desde logo a ideia de que o futuro não seria simples. David Cameron, então primeiro-ministro, abandonou o lugar para Theresa May e um dos grandes opositores da Europa, Boris Johnson chegou aos Negócios Estrangeiros. Este Boris, que se usasse o primeiro nome era um vulgar Alexander, nascido em Nova Iorque, mas de nacionalidade britânica (só em 2016 renunciou à dupla nacionalidade, pois era também norte-americano), é a meu ver a personalização do Brexit. Vejamos porquê

  • Como “o terrorismo disperso” se aproveita do lado “inocente” do Facebook

    Sociedade

    Marta Gonçalves

    Facebook assegura que foram tomadas medidas para evitar que dois milhões de conteúdos associados a grupos como o Daesh e Al-Qaeda fossem vistos e partilhados. Quer isto dizer que a propaganda terrorista nas redes sociais está a diminuir? Não necessariamente. “É difícil acreditar nas estatísticas fornecidas pelo Facebook tendo em conta o que temos vindo a saber recentemente sobre as suas políticas de gestão”

  • D. Duarte Pio: “Desde 1910 que a moral republicana só funciona em ditadura”

    A Beleza das Pequenas Coisas

    Apesar de ser um adepto da democracia e da liberdade, D. Duarte Pio, duque de Bragança e chefe da Casa Real Portuguesa, defende que o país seria mais livre e menos corrupto se voltasse a ser governado por um regime monárquico. Ou seja, por ele, dado que é o herdeiro do trono português. “Há uma tolerância geral no país para a pequena corrupção. E isto tem que ver com a falta de motivações morais e espirituais.” Sobre o atual chefe de Estado português chega a dizer: “O Presidente Marcelo atua como um rei, pela sua inteligência política”. E revela que um Presidente dos Estados Unidos chegou um dia a incentivá-lo a candidatar-se à Presidência da República. Uma conversa onde fala ainda do seu amor, Isabel de Herédia, das razões para uma paternidade tardia, e em que ficamos a saber que até se ri das caricaturas que fazem dele. “Desde que não me ponham gago. Que é uma coisa que eu não sou.” Para ouvirem neste episódio do podcast “A Beleza das Pequenas Coisas”