Política

Pizarro escreve a Moreira: “Comissão Nacional não dispensa trabalho autónomo do Porto”

Rui Duarte Silva

Manuel Pizarro discorda de Rui Moreira quanto à integração do Porto na comissão nacional de trabalho da candidatura à Agência Nacional do Medicamento. Candidato do PS à Câmara do Porto defende um grupo de trabalho próprio e que a revogação da sua proposta no executivo “seria incompreensível”

Isabel Paulo

Isabel Paulo

Jornalista

Em resposta à missiva de Rui Moreira, enviada esta manhã por email a todos os vereradores da Câmara do Porto, Manuel Pizarro alerta Rui Moreira que a participação de representantes da cidade na Comissão Nacional de candidatura à Agência Europeia do Medicamento (EMA, na sigla inglesa) “não obsta e não dispensa o nosso trabalho autónomo, antes o torna ainda mais necessário”.

O ex-parceiro de coligação e agora candidato socialista à autarquia lembra ao presidente da Câmara que a decisão do Governo de reabrir a candidatura para integrar o Porto como cidade candidata à EMA, assume especial importância e mostra o acerto da intervenção da edilidade na sequência da proposta construtiva que, “ por unanimidade, foi aprovada na última reunião do executivo”, na passada terça-feira.

Sem puxar dos galões por ter sido o autor dessa proposta de ação em vez de lamentar a candidatura exclusiva de Lisboa, o vereador do PS salienta na missiva que o êxito do Porto neste processo depende “em larga medida da qualidade dos argumentos” a apresentar pela cidade, razão porque defende uma candidatura com agentes locais e regionais: “Maior participação e envolvimento resultarão numa proposta mais sólida e em melhor fundamentação, que o(s) nosso(s) representante(s) poderão utilizar para tornar evidente que o Porto é a melhor solução para defender o interesse nacional”.

Na carta enviada a Moreira, Pizarro refere ainda que há um aspeto formal e jurídico de “grande revelo” a respeitar, observando que o executivo camarário deliberou, na passada terça-feira, de forma unânime, a criação de um grupo de trabalho autónomo, sujeita a uma condição já realizada (o apoio do Governo), razão pela qual afirma ser dever do presidente da Câmara “implementar as deliberações do órgão a que preside, “a não ser que opte por propor a sua revogação”.

No entender de Manuel Pizarro, tal seria incompreensível, dado estar convencido de que a linha de orientação para agregar as instituições da cidade foi bem-sucedida e conseguiu reverter a anterior decisão governamental, algo que “muitos ou quase todos julgavam impossível